ELEIÇÕES 2026
Disputa ao Senado já tem 6 pré-candidatos em Alagoas
Campanha deve reunir de caciques da política alagoana a meros aventureiros
A disputa pelas duas vagas de Alagoas no Senado Federal nas eleições de outubro já começa a ganhar forma com a presença de ao menos seis pré-candidatos de diferentes partidos. O ambiente envolve nomes com trajetória política consolidada, parlamentares em exercício e alguns representantes de grupos que buscam apenas ampliar espaço e poder no estado.
Atualmente, as três cadeiras alagoanas no Senado são ocupadas por Renan Calheiros (MDB), Renan Filho (MDB) e Dra. Eudócia Caldas (PL).
Renan Filho voltou ao Senado depois de se desincompatibilizar do cargo de ministro dos Transportes para concorrer ao cargo de governador do Estado. O mandato dele como senador termina em 2031.
Entre os nomes já colocados na briga pelas duas vagas está o próprio Renan Calheiros, que busca o quinto mandato consecutivo. O parlamentar aposta na estrutura política construída ao longo das últimas décadas e na presença do grupo político em diferentes regiões do estado, além do apoio de aproximadamente 80 prefeitos.
Outro nome que aparece é Arthur Lira (Progressistas), único até o momento a anunciar oficialmente a entrada na disputa em um evento realizado em um hotel no bairro da Jatiúca, em Maceió. O deputado federal tenta chegar ao Senado pela primeira vez, cargo já ocupado por seu pai, Benedito de Lira, falecido em janeiro do ano passado.
Também integra o grupo de pré-candidatos o deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça (PL). Em primeiro mandato na Câmara, o parlamentar ganhou projeção nacional após atuar como relator da CPMI do INSS, ampliando a visibilidade de sua atuação ligada à fiscalização e investigação de irregularidades.
Os dois últimos nomes, aliás, merecem um pouco mais de atenção pelo fato de estarem envolvidos em um impasse. A família de Jair Bolsonaro, sempre ativa nas articulações do PL, teria prometido a Lira que não lançaria candidaturas ao Senado em Alagoas em troca do alinhamento do então presidente da Câmara em pautas de interesse do grupo político em Brasília. Apesar disso, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, colocou a sigla à disposição de Alfredo Gaspar para uma eventual candidatura ao cargo.
O ex-deputado estadual Davi Davino Filho (Republicanos) também voltou a ser citado. Em 2022, ele disputou o Senado e terminou a eleição em segundo lugar. Em entrevista à Gazeta de Alagoas publicada nesta última semana, o pré-candidato afirmou que tem sofrido pressões para desistir da eleição de 2026.
“Existe. Algumas aparecem, outras ficam só nos bastidores”. Em seguida, reforçou que não pretende alterar os planos políticos. “Não entrei nessa caminhada para depender da vontade de ninguém.”
Entre os nomes que tentam ampliar espaço na disputa estão Marcos Omena, corretor de imóveis e estudante de Direito que preside o Avante em Alagoas, e Alexandre Fleming, ligado à Unidade Popular e identificado com pautas da esquerda socialista.
Nos bastidores, uma das principais indefinições segue sendo a posição de Dra. Eudócia Caldas. Apesar de ainda não ter oficializado candidatura à reeleição, cresce a expectativa de que a senadora participe da disputa pelas duas vagas disponíveis, principalmente pelo apoio dado por JHC na disputa pelo cargo.
Caso todas as pré-candidaturas sejam confirmadas, a eleição para o Senado em Alagoas poderá registrar uma das disputas mais concorridas dos últimos anos no estado. A última a ter uma quantidade expressiva foi a de 2018 quando contou com 9 nomes disputando as duas vagas disponíveis, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O estado teve 8 candidatos homens e 1 mulher naquela disputa. Já em 2022, Alagoas teve apenas 5 candidatos ao Senado.



