CARLO CICCHELLI

"Só um monstro faz isso" diz irmão de italiano morto

Por Sofia Sepreny 24/11/2018 - 07:32
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Foto: Deborah Moraes
Foto: Deborah Moraes

Depois de depoimentos e liberação de corpo no Instituto Médico Legal, o irmão do italiano morto, Antônio Cicchelli decidiu falar com a imprensa nesta sexta-feira, 23. Com ajuda da representante consular Eliza Rogato, Antônio definiu a assassina como vergonha para os brasileiros, monstro e ser indefinível.

O empresário veio ao Brasil para tentar acelerar os trâmites do processo de liberação dos restos mortais do irmão, Carlo Cicchelli, assassinado pela namorada brasileira, Clea Fernanda Maximo da Silva. Ele afirmou que a família está espantada diante de um crime tão brutal.

Ele disse ainda que todos estão sofrendo muito e indignados com a situação. “Meu irmão estava feliz, encantado com o Brasil, com Maceió, com o povo daqui. Não merecia, de nenhuma forma, ter sido morto como foi”, desabafou.

A representante consular explicou que inicialmente eles não queriam falar, mas ficaram muito contrariados com a versão apresentada pela suspeita e preferiram apresentar também outra versão do irmão, que acredita ser impossível que Carlo estivesse envolvido com rituais de magia negra.

Diante de todo o histórico, de solicitações de transferências monetárias, se passando pelo irmão, o empresário disse que a motivação do crime deve ter sido por dinheiro e que está tentando solicitar informações junto ao banco para saber quanto ele tinha, e quanto foi tirado. 

Antonio rebateu também as outras versões apresentadas pela acusada para justificar o assassinato. Ele afirmou que o irmão jamais seria capaz de agredir uma mulher e que era um homem muito gentil e carinhoso. Ele disse ainda que acredita que ela não tenha agido sozinha, pelo fato do corpo estar escondido na casa, e ninguém desconfiar de nada. 

Eliza Rogato comentou que foi um momento muito difícil no IML, eles ficaram muito tristes, pois praticamente não havia nada a ser reconhecido ou sequer recolhido.

“Ela tentou dissolver o corpo do meu irmão em soda cáustica. Só um monstro faz isso. Ela é uma vergonha para os brasileiros. Nós nem sequer poderemos dizer aos nossos pais que isto aconteceu. Uma pessoa como ela não tem definição. Se eu chamá-la de animal estarei ofendendo todos os seres do reino animal”, finalizou Cicchelli.

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Rogato que auxiliou a família com todos os trâmites, disse que apesar de já ter sido liberado e o registro de morte da vítima ter sido lavrado em cartório, foi decidido cremar o corpo do italiano antes de levá-lo para Itália. Então ele permanece no IML esperando que outras etapas judiciais sejam cumpridas. 

Antônio Cicchelli deve voltar neste sábado, 24, para a Itália, mas voltará ao Brasil para conclusão dos trâmites e para acompanhar o julgamento de Clea Fernandes. 

Cléa Fernanda Máximo da Silva está presa no presídio Santa Luzia e confessou à polícia que assassinou o namorado Carlo a golpes de faca, supostamente durante um ritual de magia negra.




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