GIRAU DE PONCIANO
Ex-prefeito usou R$ 500 mil do Fundeb para financiar esquema criminoso, revela Gaeco
A Prefeitura de Girau de Ponciano conseguiu "torrar" em um dia cerca de R$ 500 mil do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, 23, no Ministério Público do Estado (MPE-AL), no bairro do Poço, em Maceió.
Segundo o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Carlos Davi Lopes, ao receber o valor do Fundef, no mesmo dia, foram registrados diversas transferências da conta do município que totalizaram quase R$ 500 mil para empresa envolvida no esquema criminoso que seria encabeçado pelo ex-prefeito da cidade Fábio Rangel Nunes, que também beneficiava empresários da região.
No início da manhã de hoje, o empresário Luciano Lima Lopes e o ex-chefe do setor de transporte da prefeitura daquele município, André Firmino de Farias, foram presos acusados de integrar a organização criminosa que fraudava licitações com o propósito de desviar recursos públicos.
Estima-se que o rombo nos cofres da Prefeitura chegou aos R$ 20 milhões. Segundo o promotor, outros ex-servidores municipais também estão diretamente envolvidos no esquema.
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MP prende empresário e ex-chefe do setor de transportes de Girau do Ponciano
Luciano Lima Lopes, proprietário da LLMar Locação de Veículos e Máquinas (Luciano Lima Lopes e Cia - ME), e o ex-chefe do setor de transporte de Girau do Ponciano, André Firmino de Farias, foram presos por volta das 6h da manhã, nas cidades de Maceió e Teotônio Vilela, respectivamente.
Eles não reagiram a prisão e foram encaminhados à sede do Gaeco para prestar depoimento. O esquema criminoso causou prejuízos ao erário por meio da falsa contratação de locação de veículos, entre os anos de 2013 e 2016.
“A empresa LLmar Locação de Veículos e Máquinas foi escolhida através de atas de adesão, burlando, no caso, o procedimento de concorrência, haja vista que foi escolhida para a prática de fins ilícitos, já que não possuía qualquer capacidade para cumprir com o objeto contratual, tendo apenas cinco veículos à época”, aponta o Ministério Público.
De acordo com as investigações, desde quando assumiu o mandato de prefeito, Fábio Rangel montou esse esquema de recebimento de propinas dentro da administração pública. Em apenas um dos contratos, que teve vigência entre os meses de agosto e dezembro de 2013, o valor estimado foi de R$ 1.428.154,80.



