AUXÍLIO EMERGENCIAL
MPC e CGU requerem relação de servidores do Legislativo e Judiciário
Após cruzarem os dados dos servidores públicos disponíveis nos Portais da Transparência do Governo de Alagoas e da Prefeitura de Maceió com o cadastro do Auxílio Emergencial e constatarem que as informações não estavam completas e que tal cruzamento poderia não refletir a realidade, o Ministério Público de Contas (MPC/AL) e a Controladoria Geral da União em Alagoas (CGU/AL) expediram ofício conjunto solicitando ao Governador do Estado, Renan Filho, e ao Prefeito de Maceió, Rui Palmeira, as respectivas folhas de pagamento de todos os servidores públicos, referentes ao mês de abril/2020, as quais devem ser enviadas eletronicamente até o dia 10/07/2020.
As listas devem conter o CPF completo e a data de nascimento de todos os servidores efetivos, comissionados, temporários, função de confiança, e titulares de mandato eletivo.
O Procurador-geral do MPC/AL, Gustavo Santos, informou que o Governo de Alagoas e a Prefeitura de Maceió não haviam sido oficiados anteriormente, porque os dados estavam disponíveis nos Portais da Transparência, porém, verificou-se que informações como CPFs não estavam completas, o que poderia ocorrer falhas na identificação dos servidores que, supostamente, teriam recebido o auxílio emergencial de forma irregular.
“Optamos por oficiar os gestores para termos acesso aos dados mais fidedignos e assim, garantir o resultado real após o cruzamento das informações. Também decidimos ampliar o campo de fiscalização e oficiamos Legislativos Estadual e Municipal, Judiciário, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas”, esclareceu Gustavo Santos acrescentando que, os servidores do Ministério Público de Contas também terão suas informações cruzadas pela CGU, uma vez que o órgão integra a estrutura administrativa e financeira da Corte de Contas.
Vale ressaltar que o auxílio emergencial é um benefício financeiro concedido pelo Governo Federal aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus – COVID 19, não sendo os servidores públicos elegíveis para o recebimento do referido auxílio.
MUNICÍPIOS
No início de junho, o MPC/AL e a CGU/AL expediram ofício circular a todos os municípios alagoanos solicitando as folhas de pagamento com as informações completas referentes ao mês de abril. Nesse ofício ficaram de fora os municípios de Maceió e Palmeira dos Índios, e o Estado de Alagoas, uma vez que o cruzamento já havia ocorrido com as informações disponibilizadas nos seus respectivos Portais da Transparência. À época, nessa primeira análise, foram identificados 2.126 servidores públicos municipais e estaduais contemplados indevidamente com o auxílio emergencial, totalizando o montante de R$ 1.542.000,00.
Muitos prefeitos não atenderam ao ofício circular, cujo prazo para o envio das folhas de pagamento expirou em 15 de junho. Diante disso, MPC/AL e CGU/AL estão reiterando as solicitações aos gestores municipais, antes de adotarem uma medida mais drástica.
Os resultados serão encaminhados para os respectivos entes com a recomendação de confirmação e adoção das medidas cabíveis, em especial, o ressarcimento dos valores no caso de comprovação de recebimento irregular.



