FIM DO AUXÍLIO EMERGENCIAL

Alagoanos deixam de receber auxílio e especialista alerta para onda de endividamento

Por Bruno Fernandes 06/01/2021 - 15:46
Atualização: 06/01/2021 - 15:56
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Divulgação
Comércio no Centro de Maceió
Comércio no Centro de Maceió

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e divulgado nesta quarta-feira, 6, revela que o número de domicílios que dependiam apenas do auxílio emergencial, pago pelo governo federal devido a pandemia do novo coronavírus em 2020 caiu ao longo dos meses em Alagoas.

O levantamento foi baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mês com mais residências que sobreviveram apenas com o AE foi agosto, uma porcentagem de 11,64%. Em novembro, o número caiu para 8%.


A renda dos alagoanos também cresceu entre outubro de novembro de 2020 com a taxa de 2,1; sendo a maior entre os estados brasileiros. Com o fim do auxílio, a tendência é que uma onda de dívidas atinja os alagoanos nesses primeiros meses de 2021, como explica o doutor em Economia e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Cícero Péricles.

Usando como principal exemplo a cidade de Maceió, durante o mês de janeiro de 2020 um total de 205.318 maceioenses possuíam algum tipo de dívida, sendo que 43.452 não teriam condições de pagá-las. Oito meses depois esse número caiu para 202.052, com 42.926 sem condições de pagar.

Mesmo que tímida, a diminuição no número de endividados na capital alagoana serve de alerta para uma onda de novos endividados a partir deste mês de janeiro de 2021 causada pelo fim total do pagamento do auxílio emergencial repassado pelo governo federal durante a pandemia do novo coronavírus.

Ao todo, cerca de 1,22 milhão de alagoanos receberam o auxílio, e, considerando apenas o valor pago para mulheres chefes de família, foram injetados aproximadamente R$ 6 mil em um intervalo de cinco parcelas na renda de uma única família.

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