PLANEJAMENTO

Secretarias definem plano para atender emergências provocadas pelas chuvas

Representantes da Defesa Civil Municipal e secretários também discutiram ações preventivas
Por Secom Maceió 12/05/2021 - 17:53
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Victor Vercant / Secom Maceió
Orientados pela Defesa Civil, gestores informaram como podem agir em situações de emergência
Orientados pela Defesa Civil, gestores informaram como podem agir em situações de emergência

Representantes das secretarias municipais, se reuniram nesta quarta-feira, 12, no auditório da Prefeitura, em Jaraguá, para alinhar o planejamento municipal para atender demandas relacionadas ao período chuvoso. Orientados pela Defesa Civil, os gestores informaram como poderão agir em situações de emergência provocadas pela chuva.

De acordo com o diretor social da Defesa Civil, Eugênio Dantas, durante o dia de ontem choveu o acumulado médio de 21 milímetros, o que deixou o órgão em estado de observação, podendo passar para o de atenção, que é o terceiro dos cinco níveis de risco para ocorrências. 

Além disso, a média acumulada de chuvas neste mês de maio já é de 134 mm e, se continuar a chover sem períodos mais longos de sol, haverá a saturação do solo e a possibilidade de deslizamento de encostas e desmoronamento de imóveis já ameaçados. A média acumulada de chuva esperada para maio é de 296 mm. Já no mês de abril, o esperado era de 270mm e o acumulado médio registrou 470, ou seja, mais que o dobro do previsto.

Para evitar desastres e impedir que a chuva faça vítimas em Maceió, as secretarias discutiram estratégias para o atendimento de emergências pelas equipes da Defesa Civil e ações preventivas de outras pastas.

Além de manter servidores nas ruas para monitorar encostas, como a da Ladeira de Fernão Velho, que hoje recebeu atenção especial, o órgão já definiu quanto à interdição de determinados pontos de risco a cada vez que a cidade entrar em estado de alerta, que leva em consideração o volume de chuva registrado na região e outros fatores analisados pelas equipes de monitoramento.

“A Defesa Civil tem o papel de identificar e mapear as áreas de risco na Capital, que são as áreas mais suscetíveis a deslizamento, como as encostas. Além disso, temos que vistoriar edificações e áreas de risco e organizar e promover estratégias de acolhimento da população. De forma planejada, vamos conseguir dar vazão a esse problema”, detalhou Dantas.

O diretor social reforçou que o número de telefone 199 é a porta de entrada do cidadão ao Município em caso de emergências e é a partir desse registro inicial que a Defesa Civil faz a logística de atendimento e aciona outras secretarias, para a realização de podas, demolições, acolhimento, segurança, recolhimento de animais, encaminhamento de acamados, entre outros.

Ações já em andamento

Preventivamente, as secretarias de Desenvolvimento Territorial e de Segurança Comunitária e Convívio Social, por exemplo, já estão alinhando as ações de demolição de imóveis ameaçados, sempre precedidas de avaliação minuciosa quanto aos riscos de desmoronamento.

A Secretaria de Assistência Social trabalha no sentido de estruturar junto à Secretaria de Educação as escolas que eventualmente servirão de abrigo para as famílias desalojadas, além de organizar o transporte dessas pessoas. Atualmente, são três escolas municipais disponibilizadas para esse acolhimento.

E a Secretaria de Saúde deverá ofertar treinamento para os servidores da Semas para prevenir a transmissão de covid-19 e identificar casos suspeitos, que serão encaminhados às unidades definidas pela SMS.

O planejamento definido no encontro ainda passará por ajustes, mas já é válido e pode ser colocado em prática caso as chuvas continuem. Os moradores de áreas de risco devem ficar atentos e procurar a Defesa Civil em situações de emergência pelo número 199.

 

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