ÍNDICE DE INFELICIDADE

Alagoas tem a segunda população mais infeliz do Brasil, aponta estudo da FGV

Estados do Sul e do Centro-Oeste são os campeões de bem-estar no país
Por Bruno Fernandes 05/07/2021 - 10:14
Atualização: 05/07/2021 - 10:42
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Medo do desemprego é crescente entre os brasileiros, aponta CNI
Medo do desemprego é crescente entre os brasileiros, aponta CNI

Alagoas é o segundo estado com a população mais infeliz do Brasil, de acordo com o "índice de infelicidade" (indicador que soma os dados de inflação com os de desemprego). Já os estados do Sul e do Centro-Oeste são os campeões de bem-estar no país.

Os dados são de um levantamento do pesquisador Daniel Duque, do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas), divulgados nesta segunda-feira, 5.

O levantamento considera a taxa de inflação acumulada em quatro trimestres para cada estado e a média da taxa de desemprego nos últimos quatro trimestres, explica o economista.

A Bahia aparece em primeiro lugar, com (24,7%), Alagoas (24,3%) e Sergipe (23,9%) completam o top 3 do ranking nas piores posições da tabela, sobretudo devido ao alto patamar de desocupação da região.

Fontes: IBGE, com cálculos do economista Daniel Duque

Alagoas subiu uma posição no ranking desde o último estudo realizado em março de 2013, quando o estado ocupava a terceira posição, com 17,30%. Amapá (18,30%) e Rio Grande do Norte (17,30%) ocupavam a primeira e a segunda posição respectivamente.

De acordo com o estudo, a crise de 2015 e 2016 e a debacle provocada pela pandemia de covid-19 ajudaram a piorar a sensação de bem-estar dos brasileiros somados ao desemprego recorde e inflação em alta,

No primeiro trimestre, quando a taxa de desemprego atingiu 14,7%, pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, e o país atravessava a segunda onda da pandemia, o índice de infelicidade atingiu 19,83%, maior nível desde 2016.

Ao se olhar para os preços, a pressão da energia elétrica fez a inflação acelerar em maio, pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor - Amplo). Em 12 meses, a alta foi de 8,06% (acima do teto, de 5,25% para este ano).

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