MEIO AMBIENTE
Mortalidade de corais em Alagoas chega a mais de 50%, diz estudo
Pesquisa foi publicada no fim de maio na revista acadêmica Frontiers in Marine Science
Um estudo de pesquisadores do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld) Costa dos Corais Alagoas e do Projeto Conservação Recifal (PCR) revelou uma alta mortalidade de corais em Alagoas. Em algumas espécies, o total de mortes chega a ser superior a 50%.
De acordo com os dados coletados, as causas estão relacionadas ao aumento da temperatura dos oceanos ligado aos efeitos do aquecimento global. A pesquisa foi publicada no fim de maio na revista acadêmica Frontiers in Marine Science.
O levantamento foi realizado por Pedro Pereira, coordenador do Projeto Conservação Recifal e membro do Peld Costa dos Corais Alagoas, e pesquisadores ligados à Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Três espécies em especial foram afetadas: millepora braziliensis, millepora alcicornis (corais de fogo) e mussismilia harttii (coral cérebro). A mortalidade da primeira espécie chegou a 100%, enquanto que os corais de fogo tiveram mortalidade de até 55% e o coral cérebro com mortalidade de 27%.
Vale ressaltar que as espécies de corais são relevantes para o equilíbrio do ambiente, pois servem como habitats para peixes e constroem recifes.
Em maio de 2020, o estresse dos corais na APA chegou a 12, o maior acúmulo por calor da série histórica, que começou em 1985.
Os pesquisadores acreditam que o derramamento de óleo no litoral do Nordeste, vindo de um petroleiro grego em 2019, também pode ter contribuído para a situação atual. Uma das regiões mais afetadas foi a Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, entre o litoral sul de Pernambuco e o litoral norte de Alagoas.
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