MEIO AMBIENTE

Mortalidade de corais em Alagoas chega a mais de 50%, diz estudo

Pesquisa foi publicada no fim de maio na revista acadêmica Frontiers in Marine Science
Por Bruno Fernandes com Valor 21/07/2022 - 14:23
Atualização: 21/07/2022 - 14:41
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Felipe Brasil/ Fotos Públicas
Derrame de óleo é apontado como um dos responsáveis pela situação
Derrame de óleo é apontado como um dos responsáveis pela situação

Um estudo de pesquisadores do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld) Costa dos Corais Alagoas e do Projeto Conservação Recifal (PCR) revelou uma alta mortalidade de corais em Alagoas. Em algumas espécies, o total de mortes chega a ser superior a 50%.

De acordo com os dados coletados, as causas estão relacionadas ao aumento da temperatura dos oceanos ligado aos efeitos do aquecimento global. A pesquisa foi publicada no fim de maio na revista acadêmica Frontiers in Marine Science.

O levantamento foi realizado por Pedro Pereira, coordenador do Projeto Conservação Recifal e membro do Peld Costa dos Corais Alagoas, e pesquisadores ligados à Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Três espécies em especial foram afetadas: millepora braziliensis, millepora alcicornis (corais de fogo) e mussismilia harttii (coral cérebro). A mortalidade da primeira espécie chegou a 100%, enquanto que os corais de fogo tiveram mortalidade de até 55% e o coral cérebro com mortalidade de 27%.

Vale ressaltar que as espécies de corais são relevantes para o equilíbrio do ambiente, pois servem como habitats para peixes e constroem recifes.

Em maio de 2020, o estresse dos corais na APA chegou a 12, o maior acúmulo por calor da série histórica, que começou em 1985.

Os pesquisadores acreditam que o derramamento de óleo no litoral do Nordeste, vindo de um petroleiro grego em 2019, também pode ter contribuído para a situação atual. Uma das regiões mais afetadas foi a Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, entre o litoral sul de Pernambuco e o litoral norte de Alagoas.

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