FLEXAIS

Estudo da Ufal defende necessidade realocação de moradores e contraria Força Tarefa

Documento produzido pelo professor Edson Bezerra descarta reurbanização
Bruno Fernandes
Flexal de cima
Flexal de cima

Um laudo antropológico produzido pelo professor Edson Bezerra, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), sobre a situação dos Flexais, localizados no bairro do Bebedouro, em Maceió, contraria a versão do Grupo de Trabalho do Caso Pinheiro/Braskem que afirma não ter embasamento técnico para exigir da petroquímica a realocação dos moradores da região.

Embora as cerca de 800 famílias da região tenham começado a notar as primeiras rachaduras nos imóveis e o afundamento repentino do solo a partir de 2020, o temor de que teriam o mesmo destino que outros bairros da capital alagoana – Pinheiro, Bom Parto e Mutange – causou problemas antropológicos que, segundo o documento, apenas a realocação poderia resolver.

Além das rachaduras constatadas em algumas residências da região e que, segundo laudos produzidos pela Braskem e pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais não teriam nenhuma ligação com a atividade de mineração da empresa, o documento produzido pelo mestre em Antropologia e doutor em Sociologia ressalta o problema social que a região enfrenta.

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