RIO LARGO
Prefeitura compromete manancial e abastecimento de 65% do município
Despejo de esgoto em área de captação levou a fiscalização do IMA a autuar em mais de R$ 500 mil a administração municipal
A fiscalização do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) flagrou o despejo de esgoto sem tratamento em área de captação de água da Casal. O problema causado por uma obra de drenagem da prefeitura de Rio Largo compromete a captação o abastecimento de 65% do município e pode deixar bairros sem abastecimento por até 10 dias.
A equipe do IMA/AL ainda está avaliando o impacto que também pode ter sido causado em nascentes dentro da zona de influência da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratagy, por causa da proximidade. Durante a tarde, os técnicos da Casal coletaram amostras para verificar o impacto do problema e os possíveis perigos para o consumo da população. Entretanto, os fiscais que estiveram no local informaram que as características da água apontam que há presença de esgoto sem qualquer tratamento.
No momento da fiscalização, os responsáveis pela obra apresentaram apenas uma licença prévia, emitida pela própria prefeitura, que não dá condição de funcionamento ao equipamento. Além disso, os fiscais ainda encontraram a supressão de vegetação no local, sem autorização.
O engenheiro da obra, que acompanhou toda a operação, se recusou a assinar as autuações emitidas pelo IMA. A situação foi parar na delegacia para que fosse lavrada a ocorrência pela polícia. Toda a ação foi acompanhada por policiais do Batalhão de Polícia Ambiental.
Os autos de infração emitidos pela fiscalização do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) à prefeitura de Rio Largo já somam R$ 626.430 mil. Os fiscais retornaram ao local onde grande quantidade de esgoto estava sendo lançada em área de captação de água da Casal e encontraram ainda mais problemas.
As obras de drenagem que estavam sendo tocadas pela prefeitura do município de Rio Largo reúnem uma série de problemas e renderam quatro autos de infração: lançamento de efluentes sem tratamento no ambiente, no valor de R$ 500 mil; falta de licença ambiental, em R$ 16.430 mil; supressão de vegetação, em R$ 50 mil; falta de outorga para emissão de água no ambiente, mais R$ 50 mil.
O extravasamento de grande quantidade de esgoto compromete a captação de água da Casal, o abastecimento de 65% do município e pode deixar bairros sem abastecimento por até 10 dias.
Ao retornar no local da obra, na tarde da quarta-feira (25), os fiscais verificaram que o lançamento continuava a acontecer. Além disso, os representantes da prefeitura se recusaram mais uma vez a assinar as autuações. Na manhã dessa quinta-feira (26) a informação é de que o lançamento foi paralisado.
As amostras coletadas pelo técnicos da Casal estão senso analisadas. Entretanto, os fiscais que estiveram no local informaram que as características da água apontam que há presença de esgoto sem qualquer tratamento. Toda a ação foi acompanhada por policiais do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).



