CASO MARIA APARECIDA
Advogada denuncia 'apuração rápida e rasa' da OAB em desfavor da jornalista
Alessandra Wegermann pede desligamento da Comissão de Direitos Humanos
A advogada Alessandra Wegermann, que defende a jornalista Maria Aparecida de Oliveira, presa na última sexta-feira, 21, por calúnia contra uma juíza, se desligou da Comissão de Direitos Humanos da OAB ( Ordem dos Advogados do Brasil) em Alagoas. A decisão da advogada, tomada nesta segunda-feira,24, foi motivada após discordância do resultado da apuração realizada pela comissão no Presídio Feminino Santa Luzia e do relatório emitido pela equipe sobre as circunstância em que a presa se encontrava.
Maria Aparecida, de 73 anos, denunciou à advogada Alessandra Wegermann que teria sido espancada e algemada no presídio, antes de ser colocada numa cela destinada à gestantes. Imediatamente, o Estado emitiu nota contestando e informando que a presa foi levada para exames no Instituto Médico Legal, que não comprovou a violência. Depois disso, a Comissão da OAB foi convidada a comparecer ao presídio para apurar a situação de Maria Aparecida in loco.
Em vídeo enviado ao EXTRA, a advogada afirmou que a apuração realizada "foi extremamente rápida e rasa" e que o relatório da comissão da OAB, emitido na tarde de sábado, "romantizou o sistema presidiário" alagoano e "colocou o Estado em papel de ascendência e as palavras da presa em xeque[dúvida]". Alessandra Wegermann, que também integrava a Comissão de Direitos Humanos da OAB afirma que o resultado da apuração, realizada dessa forma, não representa o que de fato tenha ocorrido.
Ela afirmou no vídeo que este tipo de trabalho [realizado pela comissão] não é aquilo que ela acredita ser Direitos Humanos e que não é papel da comissão desacreditar a presa, idosa, mulher e hipossuficiente, nem a defesa dela em xeque.
Confira o vídeo na íntegra:



