DECISÃO

Empresário que atropelou e matou PM em Arapiraca vai a júri popular

Justiça rejeitou recurso da defesa e mantém julgamento por homicídio doloso
Por Redação 28/11/2025 - 21:01
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Divulgação
Veiculo dirigido por Edson Lopes e a militar Cibelly, que morreu após o atropelamento
Veiculo dirigido por Edson Lopes e a militar Cibelly, que morreu após o atropelamento

A Justiça de Alagoas manteve o júri popular do empresário Edson Lopes da Rocha, acusado de atropelar e matar a policial militar Cibely Barboza Soares, em Arapiraca, no mês de outubro de 2023. A decisão foi publicada nesta sexta-feira, 28, pelo juiz Alberto de Almeida, da 5ª Vara da Comarca de Arapiraca.

A defesa do empresário havia recorrido, alegando omissões, contradições e obscuridades no pronunciamento que enviou o caso ao Tribunal do Júri. Também pediu que a Justiça reconsiderasse pontos ligados à dinâmica do acidente e à possibilidade de desclassificação para homicídio culposo — quando não há intenção de matar.

No entanto, o magistrado entendeu que não havia vícios a corrigir. Segundo ele, a decisão anterior foi clara ao afirmar que caberá ao Conselho de Sentença analisar se houve dolo eventual ou culpa, conforme orienta a jurisprudência dos tribunais superiores. Para o juiz, os autos apresentam elementos suficientemente robustos para justificar o envio do caso ao Júri.

Com o trânsito em julgado da decisão, defesa e acusação serão intimadas a indicar, em cinco dias, as testemunhas que atuarão no plenário. Também poderão apresentar novos documentos e solicitar diligências. Ainda não há data definida para o julgamento.

O caso

Cibely Barboza e o marido, Gheymison do Nascimento, ambos policiais militares, pedalavam pela rodovia AL-220, em Arapiraca, quando foram atingidos por uma caminhonete preta. A PM chegou a ser socorrida, mas morreu no mesmo dia. O marido dela ficou internado por vários dias e sobreviveu, sendo homenageado pelos colegas ao deixar o Hospital de Emergência do Agreste.

À época, Edson Lopes prestou depoimento e foi liberado, respondendo ao processo em liberdade. Em sua versão, negou ingestão de álcool e afirmou não ter visto os ciclistas.


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