dinheiro

Salário-mínimo tem reajuste de 6,79% em 2026 e passa a R$ 1.621

Novo valor está em vigor desde janeiro, com pagamento a partir de fevereiro
Por Redação 14/01/2026 - 09:10
A- A+
Marcello Casal Jr - Agência Brasil
Salário-mínimo sobe R$ 103 em 2026: o que muda para empresas e trabalhadores
Salário-mínimo sobe R$ 103 em 2026: o que muda para empresas e trabalhadores

Desde 1º de janeiro de 2026, o salário-mínimo nacional passou a vigorar com novo valor em todo o país. O reajuste de 6,79%, confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento após a divulgação dos índices oficiais de inflação, elevou o piso nacional de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento nominal de R$ 103. Apesar de o valor já estar em vigor, o pagamento aos trabalhadores ocorre a partir dos salários quitados em fevereiro, referentes ao mês de janeiro.

Com a atualização, o salário-mínimo corresponde a R$ 1.621 mensais, R$ 54,03 por dia e R$ 7,37 por hora, considerando uma jornada de 220 horas mensais. Em estados que adotam salário-mínimo regional, como São Paulo, ou em categorias com pisos definidos por convenções ou acordos coletivos, prevalece sempre o valor mais elevado em relação ao mínimo nacional.

Para as empresas, o reajuste exige atenção, especialmente nos setores de recursos humanos e departamento pessoal. Segundo especialistas da área contábil, o aumento do salário-mínimo não implica reajuste automático para trabalhadores que recebem acima do piso nacional, nem altera dissídios coletivos já negociados. A obrigatoriedade de ajuste se aplica apenas aos casos em que a remuneração esteja abaixo do novo mínimo legal ou do piso regional ou convencional correspondente.

Além dos salários, benefícios previdenciários e outros valores vinculados diretamente ao salário-mínimo também são reajustados de forma automática. A legislação trabalhista mantém a regra de que o pagamento do salário mensal deve ocorrer, no máximo, até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado, considerando o sábado como dia útil para esse fim.

Diante do novo valor, empresas devem revisar salários-base inferiores ao mínimo vigente, bem como pró-labores e demais referências calculadas com base no piso nacional. O objetivo é garantir conformidade com a legislação e evitar passivos trabalhistas.

Do ponto de vista dos trabalhadores, o reajuste representa ganho real acima da inflação, mas especialistas em educação financeira recomendam cautela. A orientação é que o aumento seja utilizado prioritariamente para reorganização do orçamento, redução de dívidas ou formação de reserva financeira, considerando que a inflação percebida no consumo diário pode ser superior à medida pelos índices oficiais.

O momento também é apontado como oportuno para revisão das despesas mensais, identificação de gastos supérfluos e planejamento financeiro de curto, médio e longo prazos. Para quem já possui equilíbrio financeiro, o reajuste pode servir como incentivo à poupança ou ao reforço de investimentos. Já para trabalhadores endividados, a recomendação é direcionar o valor adicional à quitação ou renegociação de compromissos financeiros.

Leia mais sobre


Encontrou algum erro? Entre em contato