Repasse de R$ 1,35 milhão

MP Alagoas amplia investigação sobre ONG de Lagoa da Canoa

Decisão foi oficializada pelo promotor Lucas Schitini de Souza
Por Redação 18/05/2026 - 09:35
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Reprodução/CBN
MP Alagoas amplia investigação sobre ONG de Lagoa da Canoa
MP Alagoas amplia investigação sobre ONG de Lagoa da Canoa

O Ministério Público de Alagoas converteu nesta segunda-feira, 18, em Inquérito Civil Público a apuração contra a Associação Abraçando Vidas, sediada em Lagoa da Canoa. A medida amplia a investigação sobre uso de recursos públicos e atuação da entidade nas áreas de saúde e educação.

A decisão foi oficializada por meio da Portaria nº 006/2026, assinada pelo promotor Lucas Schitini de Souza, da Promotoria de Feira Grande. Segundo o MP, o prazo do procedimento inicial não permitiu concluir a análise dos documentos reunidos.

O órgão informou ainda que ainda depende da avaliação de arquivos anexados ao processo e da realização de novas diligências para esclarecer os fatos investigados. O procedimento teve início após denúncias sobre falta de transparência no uso de verbas públicas.

A apuração começou em janeiro de 2025, após o recebimento de notícia-crime envolvendo o repasse de R$ 1,35 milhão à associação. O valor foi destinado por emenda parlamentar da Assembleia Legislativa de Alagoas, liberada em 2020.

De acordo com o Ministério Público, os recursos deveriam financiar ações nas áreas de saúde, educação, nutrição e geração de renda. A investigação aponta indícios de ausência de prestação de contas e dúvidas sobre a regularidade da entidade.

Durante as diligências, a Prefeitura de Lagoa da Canoa informou que a organização realizava atividades de saúde sem autorizações exigidas pelos órgãos responsáveis. A Vigilância Sanitária notificou a associação para interromper parte das ações.

Outro ponto investigado envolve o descarte de resíduos odontológicos. Segundo o MP, há suspeita de manejo irregular de materiais biológicos e perfurocortantes, situação que pode gerar risco sanitário.

O Ministério Público também solicitou documentos financeiros referentes ao período entre 2020 e 2023, além de alvarás, licenças e certificados de regularidade. A ONG teria deixado de responder pedidos de esclarecimento dentro do prazo estabelecido.

Criada em 2016, a Associação Abraçando Vidas iniciou atuação em ações sociais, culturais e artísticas. Conforme os autos, a entidade ampliou posteriormente atividades ligadas à saúde e educação, áreas que exigem autorizações específicas para funcionamento.


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