Polícia

Polícia Civil aguarda perícias para esclarecer assassinatos de policiais

Motivação e dinâmica dos crimes são desconhecidas, mas não há dúvida sobre a autoria
Por Redação 20/05/2026 - 15:20
A- A+
Bianca Amâncio/Extra
Delegados Sidney Tenório e Eduardo Mero falam sobre o início das investigações
Delegados Sidney Tenório e Eduardo Mero falam sobre o início das investigações

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL)já instaurou inquérito sobre o assassinato dos policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, caso ocorrido na madrugada desta quarta-feira, 20, no município de Delmiro Gouveia, em Alagoas. Ambos foram mortos com um tiro cada, na região da cabeça, quando estavam dentro da viatura da PC, pelo colega de farda Gildate Góes.

Poucas certezas há sobre o caso e a polícia aguarda exames periciais para esclarecer pontos, mas a autoria foi confirmada. Gildate Góes matou os parceiros com a arma que usava durante o trabalho, encontrada no momento em que ele foi preso na casa da esposa em Delmiro Gouveia. O celular do policial foi localizado na viatura, há imagens dele deixando o veículo e o tênis que ele calçava estava sujo de sangue. 

O caso está sendo tratado como homicídio qualificado. A Polícia Civil criou uma comissão - formada pelos delegados Sydney Tenório, Flavio Dutra e Andrei Araújo - para investigar os assassinatos. A vítima Yago Gomes foi atingida com um disparo na têmpora direita e Denivaldo Jardel com um tiro na nuca.

Os delegados afirmam que até o momento, neste início de investigação, nada foi encontrado contra o policial autor dos disparos nos arquivos e documentos da Polícia Civil. Também nos há registro sobre ocorrências de afastamento por conta de problemas de saúde, nem registro de ele fazia uso de medicação controlada e  nem de violência doméstica.

Gildate Góes era considerado amigo das duas vítimas, tendo trabalho por mais de 10 anos com Denivaldo Jardel. Segundo a PC, o policial suspeito não possui histórico de conduta agressiva. Após o ocorrido, ele foi localizado rapidamente, preso e conduzido para a capital em viaturas da CORE. Os delegados que deram declarações em entrevista coletiva informaram que todos os procedimentos legais foram adotados e que o policial foi autuado em flagrante. Gildate Góes será submetido a exame toxicológico.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida. Sobre a dinâmica do caso, foi informado que a equipe havia se deslocado durante a tarde para Olho d’Água do Casado para cumprir um mandado de prisão, mas a ação não teve êxito. Em seguida, receberam a informação de que o alvo estaria em Piranhas. O homem chegou a ser conduzido ao CISP, porém o mandado, relacionado a pensão alimentícia, já não estava mais em vigor.

Depois da ocorrência, as vítimas e o autor pararam em Piranhas para jantar e ingeriram bebida alcoólica. Ao ser preso, policial alegou não lembrar de nenhum ocorrido. Disse que na saída da cidade pediu para deixar o volante e ir para o banco traseiro da viatura para descansar. Segundo ele, só voltou a ter consciência já em Delmiro Gouveia, quando estava andando nas ruas em direção à residência.

A polícia ainda não sabe a sequência dos disparos. No veículo, foi encontrada uma munição intacta e testemunhas relataram terem ouvido dois estampidos.



Encontrou algum erro? Entre em contato