INVESTIGAÇÃO

Policial que matou colegas de farda não tinha histórico psiquiátrico

Delegado afirmou que a motivação do crime ainda está sendo investigada
Por Adja Alvorável 20/05/2026 - 19:20
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Delegado afirmou que polícia não encontrou histórico psiquiátrico do policial preso pelo crime
Delegado afirmou que polícia não encontrou histórico psiquiátrico do policial preso pelo crime

A Polícia Civil de Alagoas afirmou nesta quarta-feira, 20, que não há, até o momento, qualquer indício oficial de que o policial civil Gildate Góes Moraes Sobrinho, de 61 anos, tenha sofrido um surto psiquiátrico antes de matar dois colegas de farda dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.

Durante coletiva de imprensa, o delegado Sidney Tenório afirmou que familiares do suspeito negaram histórico de tratamento psicológico ou uso de medicação controlada.

“Disseram que ele não tem nenhum tipo de tratamento psiquiátrico, ele também não faz uso de qualquer remédio controlado”, declarou o delegado ao citar informações repassadas pela esposa do policial, que mora em Maceió.

Segundo a polícia, também não foi identificado qualquer afastamento funcional relacionado à saúde mental do agente. “Fizemos um levantamento junto ao nosso RH, não há nenhum tipo de período de afastamento dele com relação a isso”, afirmou.

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O delegado também explicou que a expressão “surto” foi utilizada de forma informal nas primeiras horas após o crime, mas ressaltou que a informação não faz parte da investigação oficial. Ainda segundo ele, a motivação do duplo homicídio segue indefinida.

O caso aconteceu na madrugada desta quarta-feira, 20, quando os policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, retornavam de uma ocorrência. Gildate Góes estava no banco traseiro da viatura quando teria atirado contra os colegas de corporação. As vítimas morreram ainda no local.

Após o crime, o suspeito foi preso e levado para Maceió, onde passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).

Na tarde desta quarta-feira, 20, a Justiça de Alagoas decretou a prisão preventiva do policial civil. Além do exame toxicológico, a investigação inclui análise do celular do suspeito, imagens de câmeras de segurança e levantamento sobre o consumo de bebida alcoólica antes do crime. 

A polícia também recolheu amostras de sangue e urina do agente para exames toxicológicos. O resultado deve sair em até 10 dias.


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