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Braskem segue sem acordo com credores e quer recuperação judicial, diz site

Negociações sobre reestruturação financeira continuam sem consenso
Divulgação
Braskem em Maceió
Braskem em Maceió

A Braskem ainda não chegou a um acordo com uma parcela dos credores na nova rodada de negociações realizada na terça-feira, 28. Sem o apoio de ao menos um terço dos detentores dos créditos que pretende reestruturar, a companhia se aproxima da possibilidade de recorrer à recuperação judicial, alternativa considerada por seus principais acionistas. As informações são do site Times Brasil. 

Desde o fim de junho, a empresa está sob tutela cautelar, medida que suspende cobranças e execuções por 60 dias enquanto busca uma solução para sua estrutura financeira.

De acordo com o Valor Econômico, a Braskem mantém o apoio de investidores que participaram da emissão original dos títulos de dívida, além de grandes bancos financiadores e, potencialmente, de debenturistas. O principal impasse está nas negociações com investidores que adquiriram títulos no mercado secundário e defendem condições diferentes das apresentadas pela companhia.

Entre as propostas discutidas está a concessão de novos empréstimos à Braskem, desde que a operação tenha como garantia o conjunto de seus ativos. Os credores também sugerem que a IG4, controladora da companhia ao lado da Petrobras após a transferência da participação da Novonor para o fundo Shine, e a Petrobras realizem aportes de capital para reduzir parte do endividamento.

Em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Braskem confirmou ter recebido propostas indicativas e não vinculantes de grupos de credores para uma possível reestruturação financeira. Segundo a empresa, as sugestões incluem alternativas como capitalização e oferta de ativos em garantia, mas ainda estão em análise e não há definição sobre o formato da operação.

Antes da rodada mais recente de negociações, a companhia apresentou um plano de recuperação extrajudicial que previa três anos de carência e a prorrogação em cinco anos do prazo para pagamento das dívidas, sem desconto sobre os valores devidos. A proposta foi rejeitada pelos credores.


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