DESENVOLVIMENTO RURAL
Embrapa diz que Alagoas pode produzir alimentos hoje importados
Pesquisador aponta que estado tem potencial para reduzir dependência de outros estados
Alagoas tem potencial para ampliar a produção agrícola, gerar empregos e reduzir a dependência de alimentos vindos de outros estados. A avaliação é do pesquisador sênior da Embrapa Alagoas, Antônio Santiago, que defende investimentos em infraestrutura hídrica e planejamento como fatores essenciais para transformar esse potencial em desenvolvimento econômico.
Segundo o pesquisador, o estado reúne condições favoráveis para expandir a agricultura, como disponibilidade de água, solos férteis, conhecimento técnico e capacidade produtiva. No entanto, a falta de uma política estruturada de armazenamento e gestão dos recursos hídricos ainda limita esse crescimento.
Um dos dados destacados por Santiago é que mais de 90% de alimentos como cenoura, batata, abóbora, tomate, repolho, pimentão, melão e inhame comercializados na Ceasa de Alagoas são produzidos em estados como Pernambuco, Sergipe e Bahia. Para ele, isso mostra que Alagoas importa produtos que poderia produzir em larga escala, fortalecendo a economia local, gerando empregos e ampliando a renda no campo.
A mesma avaliação é compartilhada pelo jornalista Wadson Regis, idealizador do movimento Barragens Já!, que defende a ampliação da infraestrutura hídrica como estratégia para impulsionar o desenvolvimento do estado.
"A água precisa deixar de ser vista apenas como um problema durante as enchentes ou como uma preocupação nos períodos de seca. Com planejamento e infraestrutura, ela pode se tornar um dos maiores ativos para impulsionar a agricultura, garantir abastecimento, atrair investimentos e criar oportunidades para milhares de famílias", afirmou.
O movimento defende uma política permanente de segurança hídrica baseada na construção de barragens, na redução dos impactos das enchentes, na garantia de água para abastecimento humano, irrigação e produção animal, além da expansão da agricultura irrigada.
Para os defensores da proposta, investir em infraestrutura hídrica representa uma oportunidade de ampliar a produção de alimentos, reduzir a dependência de produtos importados de outros estados e fortalecer a economia alagoana.



