PNAD Contínua
De R$ 1,2 mil a R$ 4,9 mil: escolaridade impacta renda em Alagoas
Renda médio de quem tem ensino superior completo é mais de quatro vezes o de quem não tem instrução
O nível de escolaridade tem um peso significativo no rendimento dos trabalhadores de Alagoas. No estado, o rendimento médio mensal real varia de R$ 1.205 entre trabalhadores sem instrução ou com menos de um ano de estudo a R$ 4.948 entre aqueles com ensino superior completo.
A diferença chega a R$ 3.743 por mês. Isso significa que o trabalhador alagoano com faculdade concluída recebe, em média, 4,1 vezes o rendimento daquele que não tem instrução.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 14. Os valores correspondem ao rendimento médio mensal real das pessoas de 14 anos ou mais ocupadas e com rendimento de trabalho no segundo trimestre de 2026.
A distância aumenta conforme avançam os níveis de escolaridade. Entre os trabalhadores com ensino fundamental incompleto, o rendimento médio foi de R$ 1.434. Para quem concluiu o ensino fundamental, chegou a R$ 1.557.
Entre aqueles com ensino médio incompleto, a média foi de R$ 1.575, enquanto o trabalhador com ensino médio completo recebeu, em média, R$ 2.023.
O maior salto aparece justamente na passagem do ensino médio completo para o ensino superior. O rendimento médio sobe de R$ 2.023 para R$ 2.680 entre aqueles que ainda não concluíram a faculdade e chega a R$ 4.948 para quem possui diploma de nível superior.
Na comparação entre o ensino médio completo e o superior completo, o rendimento médio é aproximadamente 144% maior entre os trabalhadores com faculdade concluída.
Os números mostram uma forte associação entre escolaridade e rendimento, mas não significam que o diploma, isoladamente, determine quanto uma pessoa ganha. O rendimento também é influenciado pelo tipo de ocupação, setor de atividade, posição no trabalho, experiência profissional e características do mercado de trabalho local.
Os próprios dados da PNAD ajudam a mostrar essa diferença. Em Alagoas, o rendimento médio de um empregador foi de R$ 6.369, enquanto o trabalhador por conta própria recebeu, em média, R$ 1.853. Entre os empregados, a média foi de R$ 2.457.
O resultado indica que a diferença de renda no estado não está relacionada apenas à escolaridade, mas também à posição que o trabalhador ocupa no mercado.
Renda ainda fica abaixo da média nacional
Apesar do ganho associado à escolaridade, os trabalhadores alagoanos apresentam rendimento médio inferior ao registrado no país em todos os níveis apresentados pela pesquisa.
Considerando todos os trabalhadores ocupados com rendimento, a média em Alagoas foi de R$ 2.466, enquanto a média brasileira chegou a R$ 3.621. O valor alagoano é cerca de 32% menor.
A diferença também aparece entre trabalhadores com maior escolaridade. No Brasil, o rendimento médio de quem possui ensino superior completo foi de R$ 6.957, contra R$ 4.948 em Alagoas.
Entre os trabalhadores sem instrução ou com menos de um ano de estudo, a média nacional foi de R$ 1.680, também acima dos R$ 1.205 registrados no estado.



