Economia

Custo mensal por preso em Alagoas ficou acima do salário mínimo em 2025

Painel da Senappen mostra que estado ocupou o 5º lugar em despesa com um detento no Nordeste
Divulgação
Em 2025, o Brasil também atingiu o maior custo total com presídios dos últimos seis anos
Em 2025, o Brasil também atingiu o maior custo total com presídios dos últimos seis anos

O custo médio de cada detendo nos presídios brasileiros, em 2025, foi de R$ 2.637,75 mensais por estado, valor superior em 73,7% ao salário mínimo da época, que era de R$ 1.518,00. Em Alagoas, o valor é o 5º mais alto do Nordeste, chegando a R$ 2.637,75 por detento, segundo o "painel Custo por Preso", mantido e atualizado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Alagoas fica atrás apenas Bahia (R$ 4.011,58), Maranhão (R$ 3.421,28), Sergipe (R$ 3.092,23). e Piauí (R$ 2.971,02). O Amapá liderou o ranking nacional de gastos, com uma despesa mensal de R$ 4.512 por preso, seguido pela Bahia, R$ 4.011; e Minas Gerais com R$ 3.824. O Paraná registrou o menor custo do país, com R$ R$ 1.529 mensais por detento, valor que, embora esteja abaixo da média nacional, ainda supera o salário mínimo pago ao trabalhador.

A despesa total em Alagoas com o sistema penitenciário foi de R$481.491.071,69 no decorrer do ano, segundo o painel da Senappen. Desse total, R$180.944.999,13 foram despesa com pessoal e o restante R$300.546.072,56 com outras despesas.

Em 2025, o Brasil também atingiu o maior custo total com presídios dos últimos seis anos. As despesas somaram R$ 26,7 bilhões, com dezembro registrando o pico de gastos, de R$ 3,1 bilhões.

O estado de São Paulo concentra o maior volume do orçamento prisional com R$ 5,9 bilhões, seguido por Minas Gerais, R$ 3,6 bilhões; e Paraná, R$ 1,7 bilhão. Roraima registrou o menor orçamento com R$ 143,1 milhões.

Leonardo Sant’Anna, especialista internacional em segurança, explicou em entrevista ao Metrópoles que a insustentabilidade do sistema prisional brasileiro exige superar a lógica do encarceramento em massa e adotar uma gestão mais estratégica do orçamento público. Ele destaca que cada preso não exige apenas uma cela, com o encarceramento, é necessário garantir alimentação, vigilância, quantidade suficiente de profissionais, transporte, tecnologia, acesso à saúde e manutenção do local.

Veja quanto custa um preso nos estados do Nordeste:

Bahia - R$ 4.011,58/mês

Sergipe- R$ 3.092,23/mês

Alagoas - R$ 2.637,73/mês

Pernambuco - R$2.627,56/mês

Paraíba - R$1.943,20/mês

Rio Grande do Norte- R$2.971,02/mês

Ceará - R$ 2.428,36/mês

Piauí - R$ 2.971,02/Mês

Maranhão - R$ 3.421,29/mês


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