SAÚDE
Coqueluche: o que é, sintomas e como doença é investigada em Arapiraca
Doença causada pode provocar crises de tosse e dificuldade para respirar
A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. A doença é transmissível e afeta principalmente a traqueia e os brônquios. O principal sinal é a ocorrência de crises de tosse seca, que podem se tornar intensas e provocar dificuldade para respirar e vômitos.
Um possível surto de coqueluche está sendo investigado em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, após a confirmação laboratorial de três casos relacionados. O alerta foi emitido pela Secretaria Municipal de Saúde nessa quinta-feira, 20. Ao todo, 33 pessoas que tiveram contato próximo com os pacientes estão sendo monitoradas pelas equipes de Vigilância em Saúde.
O primeiro caso confirmado em Arapiraca é de um homem de 40 anos, que começou a apresentar sintomas em 13 de julho, inicialmente com quadro semelhante ao de uma gripe e tosse. Com a evolução, ele passou a ter crises de tosse, redução do nível de oxigênio no sangue e episódios de desmaio, sendo internado. A presença da bactéria Bordetella pertussis foi confirmada pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen/AL) em 16 de agosto.
Como a coqueluche é transmitida
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com uma pessoa infectada, por meio de gotículas eliminadas durante a tosse, o espirro ou a fala. O período de incubação, intervalo entre a infecção e o início dos sintomas, costuma ser de cinco a dez dias, mas pode variar de quatro a 21 dias.
Quais são os sintomas
A doença costuma evoluir em três fases. Na primeira, chamada catarral, os sintomas podem se assemelhar aos de um resfriado, com coriza, mal-estar, febre baixa e tosse seca. Gradualmente, a tosse pode ficar mais intensa e frequente.
Na segunda fase, chamada paroxística, surgem crises súbitas e repetidas de tosse. Durante os episódios, a pessoa pode apresentar dificuldade para inspirar, vermelhidão ou coloração azulada no rosto, além de um som agudo ao puxar o ar. As crises também podem provocar vômitos. Essa fase geralmente dura de duas a seis semanas.
Na terceira fase, de recuperação, as crises começam a diminuir em frequência e intensidade. Mesmo assim, a tosse pode permanecer por mais duas a seis semanas ou chegar a durar até três meses.



