Setembro Amarelo

Afastamento por depressão pode garantir direitos previdenciários

Advogado previdenciário Lucas Barbosa explica direitos de trabalhador com depressão no INSS
Assessoria
Afastamento por depressão pode garantir direitos previdenciários ao trabalhador
Afastamento por depressão pode garantir direitos previdenciários ao trabalhador

Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental, também ganha destaque a importância de informar trabalhadores sobre os direitos de quem enfrenta transtornos psicológicos que podem comprometer sua capacidade de exercer as atividades profissionais.

A depressão, dependendo da intensidade dos sintomas e de sua repercussão na capacidade laboral, pode levar à necessidade de afastamento do trabalho. Nesses casos, o trabalhador pode ter direito a benefícios previdenciários, desde que preenchidos os requisitos previstos na legislação e comprovada a incapacidade para o exercício da atividade profissional.

O advogado previdenciário Lucas Barbosa explica que apenas o diagnóstico não garante automaticamente a concessão de um benefício. O ponto central da análise previdenciária é verificar se a condição de saúde impede temporariamente ou de forma permanente o segurado de desempenhar suas funções.

“A depressão é uma condição de saúde que pode em determinados casos comprometer significativamente a capacidade de trabalho. Por isso, é importante que o trabalhador não tenha receio de buscar atendimento médico e, quando houver incapacidade laboral, também conheça os seus direitos previdenciários. O benefício não é concedido simplesmente pelo diagnóstico, mas pela comprovação da incapacidade e pelo cumprimento dos demais requisitos legais.”, explica Lucas.

Nos casos em que a incapacidade para o trabalho é temporária, o segurado pode solicitar o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, observados os requisitos previdenciários aplicáveis. Já quando a incapacidade é considerada permanente e impede o trabalhador de exercer atividade laboral e de ser reabilitado para outra função, pode haver possibilidade de concessão de benefício por incapacidade permanente, também condicionado à avaliação do caso concreto e ao cumprimento das exigências legais.

Para o advogado, um dos principais problemas enfrentados por trabalhadores com transtornos psicológicos é a falta de informação sobre a necessidade de reunir documentação médica adequada.

“Relatórios, laudos e atestados médicos podem ser importantes para demonstrar o quadro clínico e suas repercussões na capacidade laboral. É fundamental que a documentação seja coerente com a realidade do paciente e descreva, quando possível, as limitações funcionais e a necessidade de afastamento. Cada caso precisa ser analisado individualmente.”, orienta.

Outro ponto de atenção é que o trabalhador não deve interromper o acompanhamento médico durante o período de afastamento. Além de ser fundamental para o tratamento, a documentação decorrente desse acompanhamento pode ser relevante em eventual avaliação da incapacidade.

Setembro Amarelo e saúde mental no trabalho


Para Lucas Barbosa, falar sobre os direitos previdenciários de pessoas afastadas por depressão também contribui para combater o estigma relacionado aos transtornos mentais no ambiente profissional.

“Quando falamos em saúde mental, precisamos falar também em acolhimento, tratamento e informação. O trabalhador que está enfrentando uma depressão não deve ser tratado como alguém que simplesmente não quer trabalhar. Existem situações em que a doença realmente compromete a capacidade laboral, e reconhecer essa realidade é também uma forma de proteção social.”, afirma.

O advogado reforça que questões relacionadas à saúde mental exigem acompanhamento de profissionais habilitados e que a análise previdenciária deve ser feita de acordo com as particularidades de cada situação.


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