ECONOMIA

PIB de Alagoas é o 3º que mais cresce no Nordeste, diz Banco do Brasil

Economia alagoana avança 3,4% e alcança 7ª posição no país
Agência Brasil
Produto Interno Bruto (PIB)
Produto Interno Bruto (PIB)

O Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas registrou crescimento de 3,4% em 2026, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira (25) pelo Banco do Brasil. O desempenho é o terceiro maior do Nordeste e o sétimo maior do País. A produção de riquezas alagoana está à frente de Estados como São Paulo, que cresceu apenas 1,1%, Santa Catarina (1,7%), Bahia (1,4%) e Pernambuco (2,5%).

Na região, Alagoas só fica atrás da alta apresentada pela Paraíba, que lidera o ranking com avanço de 3,9%, e do Piauí (3,6%). Quando comparada a de todos os Estados brasileiros, a produção de riquezas alagoana vem logo depois do Amapá, que apresentou o maior crescimento do País, com 8,2%; Rondônia (6,5%), Acre (6,4%), Paraíba (3,9%), Tocantins (3,8%) e Piauí (3,6%).


No geral, o avanço de Alagoas está acima da média nacional de 1,8%. Segundo o estudo do Banco do Brasil, o crescimento do PIB alagoano em 2026 foi puxado pela agropecuária, que apresentou avanço de 5,9%, influenciado pelo crescimento de 12,2% da safra de cana-de-açúcar.

Outro setor que registrou alta este ano foi o de serviços, com estimativa de avanço de 4%, sustentado pela recuperação de atividades ligadas à demanda doméstica.

O documento do Banco do Brasil mostra que a indústria deve registrar retração de 4,2%. A queda se dá devido à revisão para baixo nas expectativas para a região Nordeste, em razão da perda de fôlego observada nos indicadores conjunturais do setor em estados relevantes.

O estudo mostra ainda que a projeção de crescimento do PIB para a região Nordeste é de 2,1%, impulsionada pela agropecuária, que registrou alta de 4,5%, serviços (2,3%) e indústria (0,6%).

Cenário para 2027

Para 2027, a região Nordeste deve desacelerar para um avanço de 1,0%, resultado levemente inferior ao crescimento projetado para o País. "A principal premissa para o período continua associada aos impactos do El Niño sobre o semiárido e importantes polos agrícolas da região", enfatiza o documento.

"Esse cenário tende a limitar a contribuição da agropecuária em diversos estados, especialmente aqueles mais dependentes da produção de grãos. Ainda assim, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará devem apresentar desempenho relativamente mais favorável, amparados principalmente pelos serviços e pela atividade industrial", ressalta Marcelo Rebelo.

Crescimento do PIB dos Estados em 2026:


Amapá: 8,2%
Rondônia: 6,5%
Acre: 6,4%
Paraíba: 3,9%
Tocantins: 3,8%
Piauí: 3,6%
Alagoas: 3,4%
Mato Grosso do Sul: 3,4%
Sergipe: 2,6%
Maranhão: 2,5%
Pernambuco: 2,5%
Espírito Santo: 2,5%
Roraima: 2,2%
Mato Grosso: 2,2%
Rio de Janeiro: 2,2%
Distrito Federal: 2,1%
Minas Gerais: 2,1%
Paraná: 1,9%
Rio Grande do Sul: 1,8%
Santa Catarina: 1,7%
Rio Grande do Norte: 1,5%
Bahia: 1,4%
Goiás: 1,3%
São Paulo: 1,1%
Ceará: 0,7%
Amazonas: 0,5%
Pará: 0,4%


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