ELEIÇÕES 2026

Da Prefeitura à disputa pelo Governo: relembre a trajetória de JHC

JHC deixou o cargo para disputar o Governo de Alagoas nas Eleições deste ano
Reprodução
JHC em coletiva após votar
JHC em coletiva após votar

João Henrique Holanda Caldas, o JHC (PSDB), foi eleito governador de Alagoas neste domingo, 4, após vencer Renan Filho (MDB). Aos 39 anos, ele chega pela primeira vez ao comando do Executivo estadual depois de construir a carreira política entre a Assembleia Legislativa, a Câmara dos Deputados e a Prefeitura de Maceió.

Nascido em Maceió em 22 de julho de 1987, JHC é filho de João Caldas e Eudócia Caldas, ambos com trajetória na política alagoana. Formado em Direito pelo Centro Universitário Cesmac, entrou ainda jovem na vida eleitoral e conquistou seu primeiro mandato aos 23 anos. Os dados pessoais também constam no sistema de candidaturas da Justiça Eleitoral.

Eleito deputado estadual em 2010, assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2011. Quatro anos depois, deixou o Legislativo estadual para disputar a Câmara dos Deputados e foi eleito deputado federal por Alagoas em 2014.

JHC conseguiu a reeleição para a Câmara em 2018. Durante a passagem por Brasília, também integrou a estrutura da Casa e atuou, entre outros temas, na comissão externa criada para acompanhar o afundamento do solo em bairros de Maceió.

Da Câmara à Prefeitura de Maceió

A trajetória federal foi interrompida pela disputa municipal. Em 2020, JHC venceu a eleição para prefeito de Maceió no segundo turno, com 58,64% dos votos válidos, e deixou o mandato de deputado federal para assumir a prefeitura no início de 2021.

Quatro anos depois, ampliou significativamente a votação. JHC foi reeleito prefeito ainda no primeiro turno de 2024, com 379.544 votos, equivalentes a 83,25% dos válidos. Rodrigo Cunha foi eleito vice na mesma chapa.

O segundo mandato municipal durou pouco mais de um ano. Em abril de 2026, JHC renunciou à Prefeitura de Maceió para ficar apto a disputar o Governo de Alagoas. Com a saída, Rodrigo Cunha assumiu definitivamente o comando da capital.

A eleição estadual também coincidiu com outra mudança importante na trajetória partidária. Depois de passar por PTN, Solidariedade, PSB e PL ao longo da carreira, JHC deixou o PL em 2026 e se filiou ao PSDB, partido pelo qual concorreu ao governo. A mudança ocorreu em meio às negociações para a formação da chapa estadual.

Disputa direta com Renan Filho

A campanha de 2026 colocou JHC frente a frente com Renan Filho, ex-governador por dois mandatos, senador e ex-ministro dos Transportes. Foi o primeiro confronto direto entre os dois pelo Palácio República dos Palmares e uma das disputas estaduais mais apertadas registradas pelas pesquisas na reta final.

O embate extrapolou propostas administrativas. As campanhas trocaram provocações nas redes sociais, recorreram repetidamente à Justiça Eleitoral e utilizaram referências às famílias dos candidatos. Nos debates, Renan chegou a chamar JHC de “João Caldas”, enquanto o tucano usou “Renanzinho”, levando para a campanha as trajetórias políticas dos pais.

JHC também adotou uma estratégia própria na disputa nacional. Recebeu o apoio de Flávio Bolsonaro (PL), mas evitou declarar durante a campanha um candidato à Presidência. Renan Filho, por outro lado, manteve aliança pública com Lula (PT), de cujo governo havia participado como ministro. A diferença de posicionamento presidencial tornou-se um dos temas do confronto estadual.

Os debates também entraram na disputa política. JHC participou de confrontos com Renan, mas deixou de comparecer a parte dos encontros promovidos por emissoras locais. As ausências foram exploradas pelo adversário, enquanto a campanha do tucano concentrou parte da agenda em atos de rua e viagens pelo interior.

Ao mesmo tempo, JHC consolidou uma aliança estadual que reuniu, entre outros nomes, Arthur Lira (PP). A coligação formada em torno de sua candidatura contou ainda com PL, PDT, União Progressista, Podemos, Federação PRD-Solidariedade, Democracia Cristã e Avante.

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