DECISÃO

Gilmar Mendes arquiva investigação de estupro contra Alfredo Gaspar

Ministro considerou pedido da PGR, que apontou contradições nos depoimentos
Bruno Fernandes
Alfredo Gaspar é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026
Alfredo Gaspar é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 6, o arquivamento da investigação sobre uma acusação de estupro contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou contradições nos depoimentos e ausência de indícios contra o parlamentar.

A apuração começou em março, após o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) apresentarem uma notícia de fato à Polícia Federal. Eles acusaram Gaspar de ter mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos, que teria posteriormente tido uma filha atribuída ao parlamentar.

Gaspar negou a acusação e chegou a realizar um teste de DNA para contestar a alegação. A representação apresentada à PF não identificava publicamente as pessoas envolvidas. Lindbergh afirmou, na época, que havia encaminhado os nomes sob sigilo.


A acusação surgiu após um desentendimento entre Gaspar, Lindbergh e outros parlamentares durante a CPMI do INSS, na qual o deputado alagoano atuava como relator.

Além da investigação sobre a acusação de estupro, tramitam no STF procedimentos relacionados ao episódio. Eles apuram possíveis crimes atribuídos a Lindbergh, Soraya e ao próprio Gaspar, incluindo denunciação caluniosa e coação.

Após o arquivamento, Gaspar classificou a acusação como uma “denunciação caluniosa” e defendeu a responsabilização dos parlamentares que fizeram as acusações.


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