LUGAR MAIS ALTO DO PÓDIO

Alagoano Davi Brasileiro conquista Pan-Americano Sub-12 de Beach Tennis

Jovem atleta venceu a competição ao lado de Miguel Lourenço e agora se prepara para novos objetivos
Divulgação
Davi Brasileiro se consagrou campeão na categoria sub-12 e agora já pensa em competir na sub-14
Davi Brasileiro se consagrou campeão na categoria sub-12 e agora já pensa em competir na sub-14

O alagoano Davi Brasileiro, de 12 anos, conquistou ao lado de Miguel Lourenço, o primeiro lugar na categoria Sub-12 do Pan-Americano de Beach Tennis, realizado no final de setembro, em Cuiabá. O resultado veio após uma preparação que envolveu mudanças na rotina de treinamentos e na estratégia de jogo.

O título ocorreu em uma edição na qual o Brasil conquistou 43 das 45 medalhas disputadas. O país esteve no pódio nas categorias profissional, 18, 16, 14 e 12 anos, nos torneios masculino, feminino e de duplas mistas. As exceções foram o ouro na categoria 14 anos feminino e o bronze na categoria profissional masculino. Com as 43 medalhas, o Brasil repetiu o número obtido no Pan-Americano de 2025.

O técnico Hed Santos acompanha Davi há dois anos e dois meses e afirma que a experiência anterior do atleta no futebol contribuiu para a adaptação ao beach tennis. “Por ter vindo do futebol, teve uma facilidade imensa para entender o beach tennis desde as primeiras aulas”, afirmou.

Segundo o treinador, Davi Brasileiro passou por uma transição entre categorias antes de concentrar a preparação na Sub-12. “Existe uma preparação totalmente específica. Cada aula é pensada e executada de acordo com o processo que vamos enfrentar, tanto a curto quanto a longo prazo. Como fizemos em uma competição muito longa, pensamos em cada necessidade da categoria sub-12, avaliando, ajustando, pensando em novas estratégias e mudando a dinâmica.”, explicou.

Hed afirma que o trabalho envolveu mudanças na ênfase da dinâmica dos treinamentos e atenção ao entendimento do jogo, das duplas e das ações realizadas durante as partidas.

O próprio Davi relatou que a preparação passou a ocupar mais espaço na rotina. “Desde que eu comecei a competir no nível mais alto, meus treinamentos mudaram. Passei a treinar quatro vezes por semana, mais de uma vez no dia e com diferentes professores.”

A experiência no Pan americano também trouxe contato com estilos de jogo diferentes para o atleta. “A diferença é que são estilos de jogo diferentes, são técnicas diferentes. Eu percebi também que lá a maioria deles é muito mais agressiva do que os jogadores do Brasil”, afirmou.

Entre treinos, viagens, competições e escola, o jovem passou a dividir o dia em blocos. “Eu vou de manhã para a escola, volto, almoço, vou treinar e depois disso vou estudar. Eu fico pela manhã estudando, tarde jogando e de noite estudando”, contou.


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