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Bolsonaro já defendeu assassino de Ceci, mãe de Rodrigo Cunha; veja

Em 1999, então deputado se manifestou contra cassação de Talvane Albuquerque
Divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro

Em 7 de abril de 1999, o então deputado federal Jair Bolsonaro se posicionou contra a cassação do mandato de Talvane Albuquerque, ex-parlamentar por Alagoas que, anos depois, seria condenado como mandante do assassinato da deputada Ceci Cunha, mãe do prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha. Na época, Talvane era acusado de envolvimento no crime, ocorrido em dezembro de 1998, na capital alagoana.

O termo “Bolsonaro Talvane Albuquerque” ganhou repercussão nesta quinta-feira, 22, sendo um dos mais pesquisados do X (antigo Twitter), trazendo novamente aos noticiários o posicionamento de Bolsonaro contra a cassação do mandato do político alagoano em 1999.

Essa repercussão foi a pedido do deputado federal André Janones que incentivou integrantes do movimento digital conhecido como “Exército do Lula” a pesquisarem no Google os nomes de Jair Bolsonaro e Talvane Albuquerque.

Na ocasião, Bolsonaro, que exercia mandato de deputado federal, pediu a palavra para contestar o parecer favorável à cassação de Talvane. Durante o pronunciamento, declarou: “Fico com a minha consciência pesarosa de votar pela cassação desse Parlamentar, porque amanhã qualquer um de nós pode estar no lugar dele”.

A Câmara dos Deputados decidiu cassar o mandato de Talvane Albuquerque por quebra de decoro parlamentar. A votação terminou com 427 votos favoráveis à cassação, 29 contrários, 21 abstenções e um voto em branco. Como o processo foi realizado por votação secreta, não há registro nominal dos votos, mas o posicionamento contrário de Bolsonaro ficou documentado em seu discurso.

Talvane Albuquerque era suplente da deputada federal Ceci Cunha, assassinada em 16 de dezembro de 1998, em Maceió, no episódio conhecido como Chacina da Gruta. Além da parlamentar, foram mortos seu marido, Juvenal Cunha, e os familiares Iran Carlos Maranhão e Ítala Maranhão.

Segundo as investigações acolhidas pela Justiça, Talvane planejou o assassinato para assumir a vaga de Ceci Cunha na Câmara dos Deputados. O ex-parlamentar chegou a ocupar o cargo após a morte da deputada, mas perdeu o mandato em abril de 1999.

Em 19 de janeiro de 2012, mais de 13 anos depois do crime, Talvane Albuquerque foi condenado a 103 anos e quatro meses de prisão como mandante dos quatro homicídios. A decisão judicial confirmou sua responsabilidade pelo planejamento dos assassinatos.



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