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Indicadores mostram piora na pandemia das desigualdades dentro do Brasil
Pesquisa do centro de estudos FGV Social concluiu que a desigualdade no Brasil alcançou nível recorde e que a renda média caiu ao menor patamar da série histórica, iniciada em 2012. A principal causa é o impacto da pandemia no mercado de trabalho. O estudo “Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia” foi divulgado nesta 2ª feira (14.jun.2021).
A desigualdade no país é medida pelo chamado Índice de Gini, que varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1 for o valor registrado, maior é a desigualdade. Isso significa uma piora nas condições socioeconômicas.
No primeiro trimestre de 2021, o indicador chegou a 0,674, o maior registrado desde 2012. Já no mesmo período de 2020, o índice estava em 0,642. De acordo com o estudo, o aumento representa um “grande salto” na diferença entre pobres e ricos.
O Brasil também registrou uma queda de 11,3% na renda média do trabalhador. Nos primeiros 3 meses de 2021, o valor médio per capita alcançou R$ 1.122, o maior da série. No entanto, com a crise, caiu para R$ 995 em 2021. Esta é a primeira vez que a renda fica abaixo de R$ 1 mil, sendo o patamar mais baixo desde 2012.
A pesquisa ainda mostra que o bem-estar social caiu 19,4%. “Podemos datar o primeiro trimestre de 2021 como o pior ponto da crise social”, afirma o estudo. Os pobres foram os que tiveram a renda mais afetada, tendo uma queda de 20,81%. A porcentagem é quase 2 vezes maior que a da média das rendas individuais do trabalho, que caiu 10,89% na pandemia.
“Em geral, indicadores objetivos e subjetivos mostram na pandemia piora das desigualdades dentro do Brasil e uma perda maior gerada para o país do que para o conjunto de 40 nações”, conclui o estudo.
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