SÃO PAULO
Cantor sertanejo é preso sob suspeita de assassinar dentista
João Vitor Malachias teve a prisão temporária decretada
O cantor sertanejo João Vitor Malachias, de 40 anos, investigado por suposto envolvimento na morte de sua ex-namorada, a dentista Bruna Angleri, da mesma idade, em Araras, interior de São Paulo, foi preso na noite deste domingo, 8, em Ribeirão Preto, também no interior. Ele teve a prisão temporária decretada e, durante perseguição da polícia, percorreu 32 km em fuga a pé pelos canaviais da região. Malachias alega inocência.
Não havia outras pessoas no imóvel, em um condomínio de alto padrão, mas a bolsa e o celular dela não foram encontrados.
Nesta segunda-feira, 9, a Polícia Civil de Araras confirmou que os ferimentos no rosto da dentista Bruna Angleri foram causados pelo disparo de uma arma de fogo. Segundo a investigação, o corpo teria sido incendiado para ocultar o crime. Uma pistola 9 mm foi apreendida com um amigo do cantor João Vitor Malachias. A perícia que será realizada na arma pode confirmar se o disparo que atingiu o rosto da vítima foi feito com essa pistola.
A dentista estava divorciada e, após a separação, manteve relacionamento de alguns meses com o cantor Malachias. Segundo a Polícia Civil, ele não teria se conformado com o fim do namoro. Em agosto deste ano, o sertanejo invadiu a casa da dentista e quebrou vários objetos. A mulher obteve uma medida protetiva contra ele. Ouvido na condição de suspeito, o ex-namorado alegou inocência e foi liberado.
A Polícia Civil informou que indícios e provas do possível envolvimento dele no crime levaram a justiça a decretar sua prisão.
O cantor chegou a ser perseguido pela Polícia Militar na Rodovia Anhanguera, na noite de sexta-feira, 6, mas abandonou o carro e fugiu por um canavial, em Cravinhos. Durante a fuga, ele fez postagens em sua rede social, alegando que iria se entregar à polícia.
No texto, ele disse que sua família estava sendo ameaçada. "Desde o dia que prestei depoimento venho sendo ameaçado de várias formas. Não podia mais sair na rua ou ficar na minha casa, pois minha família estava correndo risco de vida", postou. Ele disse ter ficado sabendo do pedido de prisão através das redes sociais "já que nem meu advogado tem acesso a isso". As postagens foram apagadas posteriormente.
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