ENTENDA

Flávio Dino relata ameaça de morte feita por funcionária de companhia aérea

Ministro do STF alerta para riscos do discurso de ódio em período eleitoral
Por Redação 18/05/2026 - 21:15
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© Foto / Rosinei Coutinho / SCO / STF
Ministro do STF, Flávio Dino relatou ameaça feita após identificação em cartão de embarque
Ministro do STF, Flávio Dino relatou ameaça feita após identificação em cartão de embarque

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou que foi alvo de uma ameaça de morte feita por uma funcionária de companhia aérea ao reconhecer o nome dele em um cartão de embarque. O caso foi relatado pelo magistrado nas redes sociais na segunda-feira, 18.

Segundo Dino, a funcionária teria dito a um policial judicial que acompanhava o ministro que “tinha vontade de matar” o magistrado após ver a identificação no bilhete de viagem.

O ministro informou que decidiu tornar o episódio público por considerar que o fato envolve um problema de interesse coletivo, especialmente em um contexto de intensificação de discursos de ódio.


“Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, afirmou.

De acordo com Dino, o período eleitoral pode aumentar manifestações agressivas e intolerantes, o que pode gerar riscos concretos para a segurança pública.

Para o ministro, atitudes como essa também levantam preocupações sobre a segurança em ambientes sensíveis, como aeroportos e voos comerciais.

“Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou de outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, disse.

O magistrado defendeu que empresas invistam em campanhas internas voltadas à educação cívica e ao respeito entre pessoas com opiniões diferentes.

Segundo Dino, funcionários que prestam serviços ao público precisam manter uma postura profissional independentemente de preferências políticas ou opiniões pessoais.

“Cada um tem sua opinião, suas simpatias e o seu voto individual. Mas um cidadão não pode ter receio de sofrer uma agressão de um funcionário de uma empresa ao consumir um serviço ou produto”, afirmou.

O ministro acrescentou que o episódio pode ser um caso isolado, mas destacou que o ambiente político mais polarizado exige atenção para evitar que comportamentos semelhantes se repitam.

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