Filha de diplomatas

Quem era Mariana Tanaka Abdul Hak, que morreu após atropelamento no RJ

Jovem de 20 anos havia acabado de chegar ao Rio para assinar contrato
Por Larissa Cristovão - Estagiária sob supervisão 19/05/2026 - 18:52
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Reprodução
A jovem chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Miguel Couto, em estado grave de saúde, mas não resistiu aos ferimentos
A jovem chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Miguel Couto, em estado grave de saúde, mas não resistiu aos ferimentos

A jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, morreu no domingo, 17, após ser atropelada por uma van que invadiu a calçada em Rio de Janeiro, no bairro de Ipanema. O acidente aconteceu no sábado, 16, poucas horas depois de ela desembarcar na cidade.

Filha de Ibrahim Abdul Hak Neto e Ana Patrícia Neves Abdul Hak. O pai é um diplomata de carreira e o atual assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já a mãe exerce o cargo de cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires, na Argentina. Mariana tinha uma trajetória marcada pela vivência internacional. Ela morou em países como Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano, França e Itália.

A jovem cursava Administração de Empresas na ESCP Business School, em Turim, na Itália, e dominava diversos idiomas, entre eles português, inglês, espanhol e francês, além de possuir conhecimentos em italiano. Desde janeiro de 2025, atuava como diretora de marketing em uma empresa italiana.

Segundo familiares, Mariana havia viajado ao Brasil para iniciar uma nova fase profissional. No mesmo dia do acidente, ela assinaria contrato com uma multinacional do setor de cosméticos.

O atropelamento aconteceu na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes, em Ipanema. De acordo com testemunhas e informações da polícia, o motorista da van perdeu o controle do veículo e invadiu a calçada, atingindo Mariana, a mãe dela e um terceiro pedestre.

O motorista alegou falha mecânica no veículo e afirmou que o volante travou no momento em que tentava mudar de faixa. Testes de bafômetro e drogas deram negativo. O caso é investigado pela 14ª DP (Leblon), e o motorista responde em liberdade.


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