Saúde
Mortes são investigadas após vacina da dengue do Butantan
Ministério suspendeu imunização preventiva após registro de reações graves
O Ministério da Saúde suspendeu preventivamente, nesta segunda-feira, 8, a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de duas mortes suspeitas e outros casos de reações adversas graves que estão sob investigação.
Segundo a pasta, cerca de 500 mil doses do imunizante já foram aplicadas em todo o país, sendo mais de 417 mil destinadas a profissionais de saúde. Ao todo, foram registrados 42 casos de reações adversas severas, dos quais três foram classificados como graves.
Um dos casos envolveu uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas poucos dias após a vacinação. O quadro evoluiu para sintomas compatíveis com dengue grave, exigindo internação em UTI. Após tratamento, ela recebeu alta hospitalar.
As duas mortes investigadas ocorreram com uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos. A paciente desenvolveu sintomas de dengue grave associados a comprometimento neurológico e morreu após evolução do quadro. Já o homem apresentou febre e sinais de agravamento da doença poucos dias após receber a vacina, não resistindo às complicações.
De acordo com o Ministério da Saúde, ainda não há comprovação de relação causal entre os óbitos e a vacinação. Os casos seguem sendo analisados para identificar possíveis fatores associados e esclarecer as circunstâncias dos eventos.
A orientação para quem recebeu a vacina nos últimos 21 dias é ficar atento a sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva e sinais de desidratação. Em caso de agravamento, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.
Em nota, o Instituto Butantan informou que seguirá a determinação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), suspendendo temporariamente a aplicação do imunizante enquanto a estratégia vacinal passa por reavaliação.



