ENTENDA

Governo retira subsídio do diesel e indica corte no benefício à gasolina

Desconto de R$ 0,35 por litro será encerrado; novas mudanças devem ser anunciadas
Reprodução
Governo afirma que redução do preço do petróleo permite retirada gradual dos subsídios
Governo afirma que redução do preço do petróleo permite retirada gradual dos subsídios

O governo federal anunciou que encerrará, a partir desta quarta-feira, 1º, parte da subvenção concedida ao diesel para reduzir o preço do combustível. A medida elimina o desconto de R$ 0,35 por litro, criado no fim de maio para substituir a desoneração de impostos federais.

O anúncio foi feito nesta terça-feira, 30, pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Segundo ele, a decisão foi tomada após a queda dos preços internacionais do petróleo, que reduziram a necessidade de manter o benefício.

"A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços. Também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas", afirmou o ministro.


Além do fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, o governo informou que avalia revisar outros incentivos ainda em vigor, incluindo outra subvenção de R$ 1,12 por litro para o diesel.

Durigan também indicou que a gasolina deve passar por mudanças nos próximos dias. Atualmente, o combustível conta com um subsídio de R$ 0,44 por litro, implantado em maio para reduzir os impactos da alta do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio.

Segundo o ministro, a intenção é promover uma retirada gradual desse benefício, desde que os preços continuem estáveis.

"Nos próximos dias, muito em breve, vamos anunciar uma retirada, ao menos em princípio gradual e parcial, da subvenção da gasolina", declarou.

Os subsídios aos combustíveis foram adotados entre março e maio para conter os efeitos da disparada do petróleo no mercado internacional. Na época, o barril do tipo Brent chegou a ultrapassar US$ 100.

Nas últimas semanas, porém, a cotação voltou ao patamar de cerca de US$ 70 por barril, nível semelhante ao registrado antes do início do conflito, fator que levou o governo a iniciar a retirada gradual das medidas de apoio.

Além do diesel e da gasolina, outras ações relacionadas ao gás de cozinha e ao querosene de aviação também passam por reavaliação pelo governo federal.


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