A Estância Turística de Olímpia (SP) projeta receber 57.319 turistas durante o feriado prolongado de 7 de setembro, data que marca a Independência do Brasil e cai numa segunda-feira em 2026. A taxa de ocupação hoteleira estimada é de 73,14%. Os números constam de boletim divulgado nesta semana pelo Observatório de Turismo de Olímpia (OTO), vinculado à Secretaria Municipal de Turismo, com base em pesquisa aplicada entre 3 e 7 de agosto a 23,29% dos meios de hospedagem da cidade.
O levantamento chega poucos dias depois de a cidade encerrar, em 9 de agosto, a 62ª edição do Festival Nacional do Folclore (FEFOL). Sob o tema "Aquele Abraço", em homenagem ao Rio de Janeiro, o evento reuniu cerca de 70 grupos folclóricos de 20 estados brasileiros no Recinto do Folclore "Professor José Sant'anna". Segundo balanço da organização, 190 mil pessoas passaram pelo recinto ao longo dos nove dias, com pico de quase 39 mil visitantes no último sábado. Foi o maior público da história do festival, criado em 1965.
Os dois levantamentos reforçam um padrão que já se desenhava ao longo do ano. Segundo boletins do OTO, o Carnaval de 2026 recebeu mais de 102 mil visitantes entre os dias 13 e 17 de fevereiro, com ocupação hoteleira de até 80,64%. Nas férias de julho, o fluxo chegou a 592.326 turistas, média de 19.107 por dia, com ocupação de 73,17%. No Natal e no réveillon de 2025, a cidade somou 183.385 visitantes nas duas datas. Para a alta temporada de dezembro de 2025 a janeiro de 2026, a projeção passa de 1,1 milhão de turistas, média de quase 18 mil por dia. "A expectativa é extremamente positiva", disse o secretário municipal de Turismo, Beto Puttini, ao comentar os indicadores de julho, atribuindo o desempenho ao planejamento turístico da gestão municipal.
Um dado chama atenção na comparação entre os dois eventos de agosto. Apesar do recorde de público, a ocupação hoteleira projetada para o período do FEFOL foi de apenas 35,78%, a mais baixa entre todos os períodos monitorados pelo OTO em 2026.
O número indica que boa parte do público do festival é formado por visitantes de um dia, vindos da própria região, que não pernoitam na cidade. Já nos feriados e temporadas ligados aos parques aquáticos, como os de setembro, Carnaval e julho, a ocupação hoteleira se mantém consistentemente acima de 70%. O padrão aponta os dois grandes complexos aquáticos da cidade, o Thermas dos Laranjais e oparque aquático Olímpia da rede Hot Beach, como o principal motor da economia hoteleira local. Ambos têm piscinas termais naturalmente aquecidas e funcionam o ano todo, inclusive no inverno, quando as noites mais frias aumentam a procura por água quente. Somente nas férias de julho, o Thermas dos Laranjais esperava receber cerca de 170 mil visitantes, segundo o presidente do parque, Jorge Noronha, para quem julho é um dos meses mais importantes do calendário do complexo.
A vocação turística de Olímpia nasceu por acaso. Nos anos 1960, sondas que perfuravam o solo em busca de petróleo encontraram água termal aquecida naturalmente pelas rochas do Aquífero Guarani, a mais de mil metros de profundidade. A descoberta redirecionou a economia local. Hoje a cidade é reconhecida como o 1º Distrito Turístico do Estado de São Paulo e recebeu cerca de 4,8 milhões de turistas em 2023, alta de quase 40% sobre o ano anterior, segundo o Ministério do Turismo. O IBGE registrou 55.074 habitantes no Censo de 2022 e PIB per capita de R$ 64.815 em 2023, com a população fixa crescendo cerca de 12% na última década.
Entre os estabelecimentos consultados pelo OTO para o feriado de setembro, mais de 82% classificaram a expectativa de ocupação como "excelente" ou "ótima", e nenhum respondente classificou o período como fraco.
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