APOSTAS
Movimentação nas bets cai R$ 652 milhões por dia após proibição
Recursos nas plataformas passaram de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,45 bilhão desde 26 de setembro
O saldo mantido por apostadores nas plataformas de apostas de quota fixa caiu 30,99% desde 26 de setembro, após a entrada em vigor das medidas que proibiram as bets no Brasil. Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira, 2, pelos ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública, os recursos passaram de cerca de R$ 2,1 bilhões para R$ 1,453 bilhão, uma redução de R$ 652,6 milhões.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a movimentação diária das plataformas, que girava em torno de R$ 600 milhões antes da medida, praticamente deixou de ocorrer após a proibição. Ainda há valores nas contas de 28,65 milhões de CPFs.
Os apostadores têm até as 23h59 da próxima segunda-feira, 5 para solicitar voluntariamente o saque dos valores diretamente nos sites e aplicativos que ainda estão em funcionamento. A partir da 0h de terça-feira, 6, as plataformas serão bloqueadas no país.
Mais de 10 mil sites ilegais
A fiscalização também identificou 10.435 sites ilegais de apostas encaminhados para bloqueio entre 25 de setembro e 1º de outubro. A medida é resultado de uma ação conjunta do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Fazenda.
O governo também informou que 48 contas com saldo superior a R$ 500 mil serão analisadas individualmente. Caso sejam identificados indícios de irregularidades, os casos poderão ser encaminhados para investigação.
A fiscalização passou a envolver também empresas responsáveis pelas plataformas e instituições financeiras utilizadas para processar pagamentos. Segundo o Ministério da Justiça, operações consideradas ilegais podem resultar no bloqueio de contas e dos recursos relacionados, conforme os procedimentos previstos.
Como será a devolução do dinheiro
Depois do prazo para saque voluntário, as empresas deverão informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada apostador entre os dias 7 e 8 de outubro. Os bancos terão de realizar a devolução dos valores entre 9 e 14 de outubro.
Caso haja dificuldades para a restituição, a Caixa Econômica Federal poderá receber os recursos e ficar responsável pela devolução aos titulares das contas.
O governo também criou novas estruturas de fiscalização. Entre elas está o Departamento de Fiscalização e Prevenção de Danos ao Consumidor, na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), além de uma coordenação na Polícia Federal voltada à repressão à lavagem de dinheiro e recuperação de ativos.



