Economia

Lula envia ao Congresso PEC da tarifa zero em fins de semana

Proposta prevê que 26% das emendas parlamentares obrigatórias sejam destinadas ao custeio da isenção
Foto: Joyce Juliana/Secom Maceió
Texto precisará percorrer Câmara e Senado e dependerá do apoio dos parlamentares
Texto precisará percorrer Câmara e Senado e dependerá do apoio dos parlamentares

O presidente Lula (PT) enviou nesta quarta-feira (21) ao Congresso Nacional uma PEC para criar uma fonte de financiamento para a gratuidade do transporte público nos fins de semana.

A iniciativa prevê que pelo menos 26,8% das emendas parlamentares obrigatórias sejam destinadas ao custeio da chamada tarifa zero, medida anunciada pelo governo na reta final da campanha presidencial. A referência orçamentária para 2027 é de cerca de 44,8 bilhões de reais em emendas impositivas, o que corresponde a aproximadamente 12 bilhões de reais para o programa.

O presidente relacionou a gratuidade no transporte ao fim da escala 6×1, promulgada pelo Congresso, e defendeu que os trabalhadores tenham condições de aproveitar os dias de descanso.

A quatro dias do segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula ocorreu durante a sanção do projeto que amplia benefícios destinados aos microempreendedores individuais (MEIs).

Pela proposta apresentada pelo governo, a reserva das emendas obrigatórias representaria aproximadamente R$ 11,2 bilhões em 2027. Deputados e senadores ainda poderiam direcionar recursos adicionais para o programa.

O desenho busca financiar a gratuidade sem criar uma nova despesa federal diretamente no Orçamento e preserva a regra que obriga parlamentares a destinarem metade das emendas individuais para ações e serviços públicos de saúde.

O envio da PEC nesta quarta-feira transforma em proposta legislativa uma das medidas que Lula passou a defender nas últimas semanas. Por se tratar de uma mudança constitucional, o texto precisará percorrer Câmara e Senado e dependerá do apoio de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação em cada Casa para ser aprovado.

A proposta mexe diretamente em uma parcela das emendas de execução obrigatória. Pelo modelo anunciado, ao menos um quarto desses recursos deverá financiar o transporte público gratuito aos fins de semana.


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