Política

"Quem é Mariana?": Entenda a publicação de Janones sobre Flávio Bolsonaro

Deputado incentiva buscas por ex-assessora citada em caso de rachadinha
Reprodução
Mariana e Flávio Bolsonaro seguram faixa com o número 177, usado pelo senador em sua campanha ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2018
Mariana e Flávio Bolsonaro seguram faixa com o número 177, usado pelo senador em sua campanha ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2018

O deputado federal André Janones (Rede-MG) iniciou uma ofensiva nas redes sociais para resgatar antigas denúncias contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Utilizando um canal de transmissão com mais de 7 milhões de seguidores, o parlamentar orientou apoiadores a emplacarem a hashtag #QuemEMarianaFlavio, com o objetivo de impulsionar buscas sobre o passado do adversário político.

Embora Janones não tenha dado detalhes na publicação original feita nesta terça-feira, 21, a menção faz referência a Mariana Lúcia da Silva Ramos Mota. Ela foi chefe de gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e foi apontada pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) como operadora de um suposto esquema de "rachadinha" no gabinete antes de 2008, ano em que Fabrício Queiroz assumiu a função.

O nome de Mariana ganhou repercussão nacional em reportagens do Estadão (2019) e do UOL (2021). Segundo a denúncia do MP-RJ da época, Flávio teria liderado um esquema que desviou cerca de R$ 6 milhões dos cofres públicos por meio da apropriação de salários de assessores.

As quebras de sigilo mostraram ainda que Mariana utilizou sua conta pessoal, ao longo de 2007, para pagar o aluguel e o condomínio de Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio. Na época, o primo do atual senador também constava como assessor na Alerj. Foram identificadas pelo menos cinco transferências que somavam cerca de R$ 2.400 em benefício de Léo Índio.

Apesar das evidências levantadas pelo Ministério Público, o processo contra o senador foi arquivado em maio de 2022 pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O mérito das acusações não chegou a ser julgado porque o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou as quebras de sigilo e as provas que embasavam o caso.

Na época do arquivamento, a advogada Luciana Pires, que defendia Flávio Bolsonaro, declarou que o assunto estava "enterrado" e que eventuais desdobramentos seriam alvo de medidas judiciais. Já a defesa de Mariana Mota, representada pelo advogado Magnum Cardoso, repudiou os vazamentos do inquérito e afirmou que não se manifestaria sobre as acusações devido ao sigilo do procedimento.


Encontrou algum erro? Entre em contato