Eleições 2026
PL descarta Michelle como ‘plano B’ para substituir Flávio Bolsonaro
Proposta foi defendida pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto
Lideranças do PL descartam a possibilidade de Michelle Bolsonaro assumir a vice de Flávio Bolsonaro para ficar posicionada como eventual substituta do senador na disputa pela Presidência. Em contato com o ICL Notícias, os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB) negaram essa possibilidade, que também é considerada praticamente impossível por outras fontes da legenda ouvidas pela reportagem.
Nos bastidores, porém, a hipótese chegou a circular com uma lógica específica: transformar Michelle numa espécie de “Fernando Haddad de 2018”. Segundo fontes do PL próximas a Flávio, a expectativa partia principalmente do entorno do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, e de setores do partido em São Paulo.
A comparação remete à eleição de 2018. Haddad iniciou aquela campanha como candidato a vice de Luiz Inácio Lula da Silva e assumiu a cabeça da chapa quando a candidatura do petista foi barrada pela Justiça Eleitoral.
Há integrantes do PL que ainda trabalham com a possibilidade de Flávio não chegar ao fim da campanha presidencial. Na avaliação dessas fontes, uma questão judicial ou alguma surpresa de grande impacto poderia inviabilizar sua candidatura. Com Michelle na vice, a ex-primeira-dama estaria imediatamente posicionada para assumir a disputa.
Essa engenharia, entretanto, enfrenta resistência justamente entre integrantes do partido próximos à campanha de Flávio. Segundo fontes ouvidas pelo ICL Notícias, o núcleo do candidato não teria interesse em construir uma chapa na qual Michelle aparecesse desde o início como sua substituta natural.
Rogério Marinho é apontado por essas pessoas como alguém que poderia ter interesse nesse desenho, mas não teria força para conduzir sozinho uma mudança dessa dimensão.
O principal obstáculo estaria na atual correlação de forças da campanha. De acordo com os relatos, Eduardo Bolsonaro e o grupo ligado ao ex-deputado nos Estados Unidos exercem influência decisiva sobre os rumos da candidatura de Flávio e rejeitam Michelle como alternativa para assumir a disputa presidencial.



