ELEIÇÕES 2026

Após batalha judicial, Paulão e Nivaldo ficam sem mandato federal

Resultado ocorre poucos meses depois dos candidatos protagonizarem disputa com decisões judiciais
Divulgação
Nivaldo Albuquerque e Paulão
Nivaldo Albuquerque e Paulão

Paulão (PT) e Nivaldo Albuquerque (União Brasil), protagonistas de uma disputa judicial pela mesma cadeira da Câmara dos Deputados na legislatura iniciada em 2023, terminaram as Eleições 2026 sem conquistar uma das nove vagas destinadas a Alagoas.

Nivaldo recebeu 67.631 votos, equivalentes a 3,76% dos válidos, enquanto Paulão somou 63.813 votos, ou 3,55%. Os dois ficaram fora da nova bancada federal, apesar de estarem entre os dez candidatos mais votados individualmente no estado.

A eleição produziu uma particularidade: Nivaldo terminou em nono lugar na votação nominal e Paulão, em décimo. Gilvan Barros (PSDB), com 63.061 votos, teve votação inferior aos dois, mas foi eleito pelo cálculo do sistema proporcional.

O resultado ocorre poucos meses depois de Paulão e Nivaldo protagonizarem uma sequência de decisões judiciais que chegou a alterar mais de uma vez a ocupação de uma das cadeiras alagoanas referentes às Eleições 2022.

Naquele pleito, Paulão recebeu 65.814 votos e conquistou mandato pela Federação Brasil da Esperança. Nivaldo obteve 67.697 votos, mas inicialmente não foi eleito porque a distribuição das vagas depende também do desempenho das legendas.

Retotalização

A situação mudou após uma disputa envolvendo os votos de João Catunda. Com a anulação de mais de 24 mil votos recebidos pelo então candidato, houve determinação para um novo cálculo dos quocientes eleitoral e partidário de 2022.

Em maio de 2026, o TRE-AL realizou a retotalização determinada pela Justiça Eleitoral. O procedimento retirou a vaga da Federação Brasil da Esperança e a transferiu ao partido de Nivaldo, que foi diplomado deputado federal em 15 de maio.

O caso ainda passou por novas decisões. A Câmara chegou a formalizar, em julho, a perda do mandato de Paulão, e Nivaldo assumiu a cadeira. A própria Câmara informou que a mudança resultava do novo cálculo das Eleições 2022.

Em setembro, porém, o TSE reverteu novamente o cenário. O plenário decidiu por unanimidade anular a decisão que havia afastado Paulão, entendendo que o parlamentar não havia integrado adequadamente o processo que atingiu seu mandato. Com isso, a cadeira retornou ao petista.

A disputa de 2026 colocou os dois novamente frente a frente, agora diretamente nas urnas. Nivaldo concorreu pela Federação União Progressista, enquanto Paulão tentou renovar o mandato pela Federação Brasil da Esperança.

Desta vez, nenhum dos dois ficou com a cadeira que havia sido objeto da disputa judicial.


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