ELEIÇÕES 2026
Janones alerta que ‘Exército do Lula’ deve cair hoje por decisão do TSE
Canal tem 8,8 milhões de seguidores e enfrenta disputas judiciais após ações da campanha de Flávio
O deputado federal André Janones (Rede-MG) alertou, nesta sexta-feira (23), que o canal “Exército do Lula”, criado por ele no WhatsApp para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode ser retirado do ar por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A possível suspensão ocorreria às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25), e próximo ao último debate presidencial, na TV Globo.
“Nosso canal deverá sair do ar ainda hoje, próximo ao horário do debate na Rede Globo, por decisão do TSE. Com isso, o resultado de domingo volta a ser incerto”, escreveu o parlamentar.
Segundo Janones, as sucessivas disputas judiciais já prejudicam a organização dos apoiadores. “Só aí já é uma vitória deles, né? O tempo que a gente deveria estar com a energia toda aqui no canal, mobilizando, mandando tarefa, eu tô tratando disso”, declarou.
O deputado também pediu que os seguidores denunciem uma eventual derrubada do canal, mas orientou que as manifestações ocorram sem ataques pessoais. Nas redes sociais, apoiadores de Lula já começaram a protestar contra a possibilidade de suspensão, utilizando hashtags como #CensuraNaoTSE e #ExercitoDoLulaCensurado.
Na manhã desta sexta-feira, o próprio Lula divulgou um vídeo incentivando a ampliação da mobilização. O presidente estabeleceu como meta alcançar 10 milhões de seguidores até o fim do debate.
“Quero ver se a gente chega, depois do debate, a 10 milhões de soldados. Vai ser o maior exército do mundo, e eu preciso de vocês”, afirmou.
Pedido partiu da campanha de Flávio Bolsonaro
A disputa judicial envolvendo o canal teve início após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo informações divulgadas pelo UOL, os representantes do candidato acusam o “Exército do Lula” de coordenar ações para influenciar resultados de buscas no Google e impulsionar hashtags nas redes sociais.
Em uma decisão recente, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, concedeu prazo de 24 horas para que Meta, Google e X prestassem esclarecimentos sobre possíveis ações coordenadas relacionadas ao canal, incluindo padrões de engajamento e suspeitas de amplificação artificial de publicações.
A campanha de Flávio Bolsonaro, entretanto, também conta com uma estrutura de mobilização no WhatsApp. Criado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), o canal “Tropa do Flávio” reúne 2,1 milhões de seguidores, número significativamente inferior aos 8,8 milhões registrados pelo grupo de Janones.
O “Exército do Lula” já enfrentou duas suspensões determinadas por Nunes Marques. A primeira ocorreu em 11 de outubro, mas foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Villas Bôas Cueva, relator do processo. Uma segunda interrupção também acabou revertida após a regularização do canal junto à Justiça Eleitoral.



