LEVANTAMENTO
Aluguel cresce em Maceió e já atinge 3 em cada 10 moradias
Dados do IBGE indicam queda de casas próprias e aumento de apartamentos na capital
O número de domicílios alugados em Maceió cresceu nos últimos anos e já representa cerca de 3 em cada 10 moradias na capital. Dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 30,3% das casas e apartamentos da cidade eram alugados em 2025.
Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e indicam mudanças no perfil de moradia da população maceioense nos últimos anos.
Em 2019, os imóveis alugados representavam 28,3% dos domicílios. O percentual subiu gradualmente até chegar ao patamar atual.
Uma possível relação com o histórico de instabilidade do solo em Maceió também pode ser considerada no contexto dos dados. Maceió enfrenta problemas estruturais provocados pela mineração de sal-gema realizada pela Braskem, que levou ao afundamento do solo em diversos bairros da cidade. Por causa disso, milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e buscarem outro lugar para morar.
Enquanto o aluguel cresce, diminui a proporção de casas próprias já quitadas. Em 2019, 62,2% dos domicílios eram próprios e totalmente pagos. Em 2025, esse percentual caiu para 52,8%, uma redução de quase 10 pontos percentuais em seis anos.
Os dados também mostram aumento dos imóveis financiados. Em 2025, 7,4% dos domicílios da capital ainda estavam sendo pagos pelos moradores, segundo o levantamento.
Entre os imóveis próprios da capital alagoana, a maioria possui documentação que comprova a propriedade. De acordo com o IBGE, 93,7% dos domicílios próprios em Maceió tinham algum documento que comprovava a posse em 2025, enquanto 6,3% não tinham registro formal.
Mais apartamentos
Outra mudança observada nas estatísticas é o crescimento do número de apartamentos em Maceió. Em 2019, os apartamentos representavam 12,4% dos domicílios da cidade. Em 2025, esse percentual subiu para 19,5%, indicando um avanço da verticalização urbana.
Já as casas continuam sendo maioria, mas perderam participação no período. Elas representavam 86,5% dos domicílios em 2019 e passaram para 80,5% em 2025.
O levantamento também aponta crescimento no número total de domicílios em Maceió. Em 2019, a cidade tinha cerca de 473 mil moradias. Em 2025, esse número chegou a 475 mil, segundo as estimativas da PNAD Contínua.
As mudanças no perfil de moradia refletem transformações no mercado imobiliário e na dinâmica urbana da capital alagoana nos últimos anos.



