JUSTIÇA

Mulher é condenada a 12 anos de prisão por matar sargento da PM-AL

Tribunal do Júri considerou ré culpada após julgamento realizado nesta quinta
Reprodução
Josefa Cícera Nunes Flores foi condenada pela morte do sargento Alessandro Fábio da Silva
Josefa Cícera Nunes Flores foi condenada pela morte do sargento Alessandro Fábio da Silva

Uma mulher foi condenada a 12 anos de prisão pela morte do companheiro, o sargento da Polícia Militar de Alagoas Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira, 6, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió.

A condenada, Josefa Cícera Nunes Flores, foi julgada pelo homicídio ocorrido há mais de quatro anos, na residência onde o casal morava, no bairro Cidade Universitária.

Durante o julgamento, acusação e defesa apresentaram versões diferentes sobre as circunstâncias do disparo que matou o policial militar.


Em depoimento ao júri, Josefa mudou a versão apresentada durante a investigação e afirmou que atirou em legítima defesa após uma discussão com o companheiro. Segundo ela, o casal havia ingerido bebida alcoólica em um bar e o militar teria demonstrado ciúmes depois que outro homem apertou sua mão.

O Ministério Público de Alagoas contestou a nova versão e sustentou que ela não era compatível com as provas produzidas durante a investigação.

De acordo com a perícia, o disparo foi efetuado a cerca de dois metros de distância, o que, segundo a acusação, afasta a hipótese de luta corporal, disparo acidental ou da suposta brincadeira de roleta-russa mencionada anteriormente pela ré.

O caso ocorreu após equipes da Polícia Militar serem acionadas para atender uma ocorrência de disparo de arma de fogo em uma residência no bairro Cidade Universitária. Quando os policiais chegaram ao local, a vítima já havia sido socorrida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

No início das investigações, Josefa afirmou que o tiro aconteceu durante uma brincadeira conhecida como roleta-russa. Posteriormente, ela alterou o relato e passou a alegar que efetuou o disparo após ser agredida pelo companheiro.

Durante a apuração do crime, a polícia apreendeu na residência uma pistola Taurus PT 938, uma pistola Glock calibre .40 e três carregadores. Segundo a Polícia Militar, as armas não possuíam registro.

Ao fim do julgamento, o Conselho de Sentença considerou Josefa Cícera Nunes Flores culpada pela morte do sargento Alessandro Fábio da Silva e fixou a pena em 12 anos de reclusão.


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