MACEIÓ
Corregedoria da PM-AL vai investigar caso de porteiro detido por panelaço
Trabalhador foi levado à Central de Flagrantes em Maceió; MPAL e OAB também cobram esclarecimentos
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Alagoas vai investigar a conduta dos policiais envolvidos na condução de um porteiro à Central de Flagrantes, na noite da sexta-feira, 16, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O caso ocorreu durante um panelaço realizado em um condomínio e também será acompanhado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) e pela Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB-AL).
O porteiro foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Após os procedimentos, ele foi liberado.
A ocorrência aconteceu durante uma manifestação com panelas e outros objetos, realizada na área de um condomínio enquanto o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) concedia entrevista ao Jornal Nacional. Segundo relatos de moradores, o trabalhador participava do protesto quando foi levado pelos policiais. A panela utilizada por ele foi apreendida.
Moradores acompanharam o porteiro até a unidade policial em solidariedade. O advogado Welton Roberto, que prestou assistência ao trabalhador, questionou a condução à delegacia e o enquadramento da ocorrência.
Leia a nota da Secretaria de Segurança Pública na íntegra:
NOTA
A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) e a Polícia Militar de Alagoas (PMAL) informam que, na noite desta sexta-feira (16), uma guarnição foi acionada para atender uma ocorrência de perturbação do sossego no bairro da Ponta Verde, em Maceió.
O Copom foi acionado para a ocorrência de perturbação do sossego. No local, um homem foi conduzido à Central de Flagrantes por perturbação do sossego alheio, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.
Na unidade policial, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que seguirá para apuração pelas autoridades competentes. Após os procedimentos, o conduzido foi liberado.
A Polícia Militar informa, ainda, que a Corregedoria-Geral da Corporação irá apurar a conduta da equipe policial envolvida na ocorrência.
Ministério Público e OAB também vão acompanhar o caso
O Ministério Público de Alagoas também anunciou que adotará providências para esclarecer a atuação policial. A promotora de Justiça Karla Padilha, da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial, informou neste sábado, 17, que tomou conhecimento do episódio pela imprensa e que as medidas iniciais serão adotadas na segunda-feira, 19.
Segundo a promotora, o MPAL vai procurar a Corregedoria da Polícia Militar para obter informações sobre a abordagem. A Central de Flagrantes também será acionada para esclarecer os fundamentos da condução e identificar qual crime ou contravenção foi registrado no TCO.
A OAB-AL, por meio da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, também solicitou a apuração dos fatos à Delegacia-Geral da Polícia Civil e à Promotoria responsável pelo controle externo da atividade policial do Ministério Público.
A comissão pediu que sejam examinadas a legalidade da abordagem, a condução do porteiro e a atuação dos agentes envolvidos. A entidade informou que acompanhará o caso até que as circunstâncias sejam esclarecidas.



