em análise
Entre governo, Senado ou permanência, JHC avalia cenário político
Prefeito de Maceió pondera custos de campanha, tempo de TV e estrutura partidária
O prefeito de Maceió, JHC, ainda não definiu qual caminho seguirá nas eleições de 2026 e tem intensificado as avaliações sobre o cenário político, eleitoral e financeiro antes de tomar uma decisão. Nos bastidores, interlocutores apontam que o gestor considera três possibilidades: disputar o governo de Alagoas, concorrer ao Senado ou permanecer no cargo até o fim do mandato.
As informações são do jornalista Voney Malta. A eventual candidatura ao Executivo estadual é vista como a mais complexa do ponto de vista estrutural. Estimativas de agentes políticos indicam que campanhas para cargos majoritários podem ultrapassar os R$ 100 milhões, valor significativamente superior ao necessário para disputas proporcionais, como a de deputado federal, que girariam em torno de R$ 25 milhões.
Além dos custos, pesa na análise a escolha do partido. O tempo de propaganda no rádio e na televisão, a participação em federações partidárias, a formação de coligações e o acesso aos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) são considerados fatores decisivos. A disputa pelo Senado surge, nesse contexto, como uma alternativa com menor barreira inicial, já que o eleitor poderá votar em dois candidatos.
Outro elemento que influencia o cálculo político é a recente saída de JHC do Partido Liberal (PL), legenda que concentra a maior fatia do fundo eleitoral e do tempo de propaganda. Sem essa estrutura, o prefeito avalia novos caminhos partidários. Entre as opções, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) aparece como possibilidade, tendo sinalizado disposição para filiação e entrega do comando estadual.
No entanto, a sigla ocupa posições mais modestas em termos de recursos e tempo de mídia. Já o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) apresenta desempenho intermediário nesses critérios, enquanto partidos menores, como o Democracia Cristã (DC), possuem acesso reduzido ao fundo eleitoral e à propaganda. A distribuição de recursos e tempo de rádio e televisão para 2026 seguirá, inicialmente, a configuração atual das bancadas federais eleitas em 2022, o que reforça o peso da estrutura partidária na tomada de decisão.
Com o prazo para desincompatibilização se aproximando — marcado para 4 de abril —, a definição do futuro político de JHC entra em fase decisiva, cercada de cálculos estratégicos e incertezas.



