Política
Arthur Lira é avaliado para liderar o Senado num eventual governo Bolsonaro
Bolsonaristas e Centrão começam divisão de poder no Congresso em clima de 'já ganhou' no 2º turno
A seis dias do 2º turno das Eleições 2026, o bolsonarismo e o “Centrão” negociam a divisão de poder no Congresso. Nas conversas, o PL diz que não abre mão de comandar o Senado, a casa legislativa autorizada a cassar juízes do Supremo Tribunal Federal (STF). Aceita, porém, que a presidência da Câmara fique com o “Centrão”.
Para a presidência do Senado, o PL quer o potiguar Rogério Marinho, chefe da campanha de Flávio Bolsonaro. É o que tem dito abertamente o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e a portas fechadas Sóstenes Cavalcante. A informação é da revista Carta Capital.
Despontou também nas negociações dos bastidores o nome do alagoano Arthur Lira para chefiar o Senado. Lira que já presidiu a Câmara Federal, acaba de eleger-se senador. Ele comandou a Câmara no segundo biênio de Jair Bolsonaro e no primeiro de Lula.
O vice na chapa de Flávio também é de Alagoas, o deputado Alfredo Gaspar. Consta que foi escolhido para não atrapalhar os planos senatoriais de Lira. Antes de ingressar na chapa presidencial, Gaspar cogitava concorrer ao Senado. Apesar do cenário com Lira à frente do Senado, o PL quer o leme da Casa
Outro nome que desponta como de agrado geral é o do ex-ministro de Lula. Silvio Costa Filho, do partido Republicanos, é deputado por Pernambuco. Acaba de eleger-se pela terceira vez, com o melhor desempenho da carreira nas urnas: 170 mil votos. Uma votação para a qual contribuiu o fato de ter sido ministro de Portos e Aeroportos entre setembro de 2023 e março de 2026.
Segundo a Carta Capital, o nome dele foi colocado na mesa para comandar a Câmara em 2027 pelo chefe do Republicanos, o também deputado Marcos Pereira. Segundo o dirigente, Costa Filho foi do governo Lula, mas atendeu todo mundo na Câmara. Tradução: não fez distinção entre governistas e oposicionistas na liberação de verba de emendas, marcação de audiências, essas coisas.
Essas considerações foram feitas por Pereira em conversas com o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, recém-eleito deputado pelo Rio, e representantes do PP.



