reta final

Lula e PT miram bets enquanto Flávio e PL apostam em voto útil, diz mídia

Primeiro turno concentrando esforços em estratégias consideradas decisivas
Ricardo Stuckert/PR
Flávio Bolsonaro e Lula
Flávio Bolsonaro e Lula

Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro intensificam ações a 11 dias das eleições com PT apostando em medidas contra as bets para melhorar a avaliação do governo, enquanto o PL tenta capturar eleitores de direita com o discurso do voto útil, em um cenário de pesquisas que mostram disputa cada vez mais apertada.

As campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), favoritas para o pleito segundo pesquisas de opinião, entraram na reta final do primeiro turno concentrando esforços em estratégias consideradas decisivas para ampliar votos. Enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) aposta no desgaste das casas de apostas e na repercussão de medidas contra o setor, o Partido Liberal (PL) tenta mobilizar eleitores de direita dispersos com o discurso do voto útil.

De acordo com um portal de notícias do país, a equipe de Lula trabalha com a expectativa de anunciar, antes de 4 de outubro, alguma ação de endurecimento ou até proibição das bets, responsáveis, em grande medida, por parte do endividamento das famílias. O formato ainda não está definido e depende do retorno do presidente ao Brasil após sua participação na Assembleia Geral da ONU (AGNU). Internamente, há debate entre lançar uma medida provisória ou enviar um projeto de lei ao Congresso, revela a apuração.

O tema ganhou força por dialogar com segmentos estratégicos, como mulheres, evangélicos e defensores da pauta da família, tradicionalmente menos associados ao PT. Integrantes da equipe econômica afirmam que existe consenso sobre a necessidade de agir, embora haja preocupação com impactos jurídicos e arrecadatórios.

Já a campanha de Flávio Bolsonaro aposta no voto útil como principal bandeira, destaca a mídia. Segundo a pesquisa Quaest, há uma queda gradual na soma dos demais candidatos, o que pode ser interpretado como oportunidade para atrair eleitores de direita que rejeitam Lula, mas ainda não migraram para o senador. Isso fez com que a campanha do senador, nas redes e nos discursos, intensificasse pedidos de confiança e tenta convencer indecisos.

A comunicação bolsonarista passou a sugerir que é possível vencer no primeiro turno, em uma tentativa de estimular a militância e pressionar eleitores de outros candidatos. Aliados do senador que falaram à apuração, acreditam que a "terceira via" perdeu força, abrindo espaço para consolidar votos em torno de Flávio.

Paralelamente, estratégias já conhecidas serão reforçadas, como manter a associação de Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master e ao financiamento do filme "Dark Horse", por parte da campanha de Lula, após pesquisas indicarem aumento na percepção de que o senador do PL foi o mais afetado pelo caso, superando até a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

A resposta bolsonarista, no entanto, será intensificar críticas ao Supremo e explorar a foto do procurador-geral da República Paulo Gonet ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, buscando reforçar suspeitas sobre o Judiciário e aproximar Lula desse ambiente, mesmo que a pessoa mais implicada no escândalo Master ainda seja Flávio, ao ter tido áudios vazados pedindo milhões de reais para Vorcaro para financiar a cinebiografia de seu pai.

Por Sputinik Brasil

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