Vai ser esquecido
Paulo Dantas é uma liderança do pequeno Sertão que só se tornou conhecido ao chegar ao Governo de Alagoas. Faz uma administração positiva, com realizações que merecem reconhecimento, mas corre o risco de ser rapidamente esquecido quando deixar o poder.
Cheguei a sugerir a dois importantes assessores do governador a criação de um marco que preservasse sua memória, especialmente em sua região de origem. Um memorial, por exemplo, como Penedo fez com Raimundo Marinho. Nenhum dos dois deu importância à ideia.
Talvez ainda não tenham compreendido que o poder passa depressa e que a memória pública precisa ser construída enquanto há tempo.
Quando o governo acabar, muitos dos que hoje cercam Paulo Dantas também desaparecerão. Largarão o poder e, certamente, largarão junto aquele que lhes deu emprego, prestígio e visibilidade. Assim é a vida. No poder, todos são amigos. Depois dele, quase ninguém se lembra.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do EXTRA



