Disputa pra valer
Depois de muito suspense sobre sua participação nas eleições deste ano, JHC mandou avisar que é candidato a governador em oposição ao grupo dos Calheiros. Como era esperado, o ex-prefeito de Maceió descartou uma aliança com Arthur Lira e deve seguir em frente com sua candidatura solo, pelo menos até dia 15 quando ainda pode haver mudança.
Na corrida pela cadeira de governador, Alagoas terá pela primeira vez em décadas uma disputa pra valer entre governo e oposição, com chances reais de vitória para ambos os lados. JHC empunha a bandeira da renovação enquanto Renan Filho prega o continuísmo, prometendo dar seguimento às obras e à política do atual governador.
Bem conectado com o eleitorado jovem, JHC conta com a força das redes sociais e uma boa avaliação de seu governo à frente da prefeitura da capital. Os bons índices de intenção de votos e baixa rejeição eleitoral levaram JHC a optar pela carreira solo e uma chapa familiar com a mãe Eudócia Caldas na disputa ao Senado e a esposa Marina Candia para a Câmara Federal.
Renan Filho conta com a experiência de seus dois mandatos de governador, a força da máquina do Estado e o apoio da maioria dos prefeitos do MDB, aliados de primeira hora. O senador tem ainda o apoio do governador Paulo Dantas e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Victor. A desvantagem eleitoral em relação a JHC na capital será compensada com o possível apoio de Arapiraca, segundo maior colégio eleitoral do estado.
Ao contrário de Renan Filho, que terá o presidente Lula em seu palanque, JHC rejeita uma aliança com Flávio Bolsonaro ou qualquer outro candidato presidencial. Ao se apresentar como independente, o ex-prefeito, se eleito, corre o risco de governar sem apoio do Planalto, o que limitaria a receita do Estado às transferências constitucionais da União.



