aedes na àrea
Alagoas fecha 2025 com quase 7 mil casos confirmados de dengue
Especialista alerta para os cuidados, que devem ser permanentes
Com altas de calor e pancadas de chuva sendo predominantes nessa época do ano, a proliferação do mosquito Aedes aegypti, causador de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela, acaba sendo mais suscetível.
No Brasil, de acordo com dados disponíveis no Portal Gov, do Ministério da Saúde, em 2025 o país teve 1.441.586 casos confirmados de dengue, com 1.780 óbitos devido à doença. Foram registrados ainda: 1.829 casos de zika, com 1 morte; 106.524 casos de chikungunya, com 120 mortes pela doença; e 149 casos de febre amarela, com 47 óbitos.
Em se tratando do Alagoas, foram 6.860 casos confirmados de dengue, com 4 óbitos; 38 casos de zika, com nenhuma morte registrada; e 3.716 casos de chikungunya, com 1 morte pela doença no estado. Não foram registrados casos de febre amarela no estado.
Segundo Ednon José Martins Mendes da Cunha, coordenador do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a população não deve relaxar em relação aos cuidados básicos necessários para evitar a proliferação do inseto.
“Esse mosquito é conhecido por ser um vetor de várias doenças tropicais graves em humanos. É uma espécie que se adaptou bem ao ambiente urbano e se reproduz em áreas com água parada. Portanto, é importante ressaltar que os cuidados devem ser permanentes por parte da sociedade”, alerta.
O enfermeiro alerta que, segundo dados do Sesau, na capital Maceió, por exemplo, os bairros que apresentam mais casos de dengue são: Centro, Mangabeiras e Pontal. Já os moradores dos bairros da Chã da Jaqueira, Petrópolis e Bebedouro adoecem mais de chikungunya. Além disso, o docente reforça a atenção aos números nacionais, que apontam que o Brasil já chegou à marca de 1.220 casos prováveis de dengue nestes primeiros dias de 2026, sendo 4 em Alagoas.
O especialista dá algumas dicas sobre como é possível agir para manter os cuidados e evitar a proliferação do mosquito. Confira:
Elimine locais de reprodução: o mosquito Aedes deposita seus ovos em água parada. Portanto, é essencial eliminar todos os recipientes que possam acumular água em sua casa e arredores, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias, latas e recipientes de plástico;
Mantenha a limpeza: mantenha sua casa e quintal limpos e livres de lixo, entulho e objetos em desuso que possam acumular água;
Cubra recipientes de água: se você tiver tanques de água, caixas d’água ou cisternas, certifique-se de que estejam devidamente tampados para evitar a entrada de mosquitos;
Limpe ralos e calhas: certifique-se de que ralos e calhas estejam limpos e desobstruídos para que a água possa escoar livremente;
Use repelente: ao sair de casa, especialmente em áreas onde o mosquito Aedes é comum, aplique repelente de insetos na pele exposta. Certifique-se de seguir as instruções do rótulo;
Use roupas adequadas: vista roupas de manga longa e calças compridas quando possível, para reduzir a exposição da pele aos mosquitos;
Instale telas em janelas e portas: use telas em suas janelas e portas para impedir que os mosquitos entrem em sua casa;
Evite horários de pico: o mosquito Aedes é mais ativo durante o amanhecer e o entardecer. Tente evitar atividades ao ar livre durante esses horários, se possível;
Elimine criadouros comunitários: participe de esforços de limpeza e educação em sua comunidade para eliminar criadouros de mosquitos Aedes em áreas públicas;
Esteja ciente dos sintomas: fique atento aos sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes, como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e olhos vermelhos. Procure atendimento médico se apresentar esses sintomas.
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