SAÚDE
Enxaqueca e AVC: conheça as diferenças entre as doenças que causam dores fortes de cabeça
Neurologista da Santa Casa de Maceió alerta para sinais e tempo dos sintomas
Confundir uma enxaqueca com aura com um acidente vascular cerebral (AVC) é mais comum do que se imagina. Os sintomas podem ser semelhantes e, em alguns casos, gerar dúvidas até mesmo em pessoas que já convivem com dores de cabeça frequentes. O alerta é do neurologista da Santa Casa de Maceió, Victor Macedo.
Segundo o especialista, a aura está presente em cerca de 25% dos casos de enxaqueca. Além da dor de cabeça característica, o quadro é acompanhado por sintomas neurológicos, como visão de pontinhos brilhantes, manchas escuras no campo visual, dormências e alterações sensitivas. “Por definição, a aura dura até uma hora. Esse tempo é um dos principais fatores para diferenciar a enxaqueca com aura de um AVC”, explica.
De forma geral, quando a pessoa já tem histórico de enxaqueca e apresenta sintomas semelhantes aos habituais, mas que ultrapassam uma hora de duração, é fundamental procurar atendimento médico. “Se os sintomas neurológicos duram mais de 60 minutos, vale sempre buscar uma avaliação para entender o que está acontecendo”, orienta o neurologista.
Apesar das diferenças clínicas, Victor Macedo destaca que exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, são essenciais para confirmar ou descartar o diagnóstico de AVC. “Esses exames são fundamentais nos casos de dúvida. Mas se a pessoa deixa de movimentar metade do corpo, deve procurar imediatamente a emergência. O mesmo vale para quem nunca teve dor de cabeça e passa a sentir a pior dor da vida, de início súbito, o que chamamos de cefaleia em trovoada”, reforça.
O neurologista da Santa Casa de Maceió também chama atenção para a importância da orientação familiar, especialmente entre pessoas que já tiveram casos de AVC na família. Muitas vezes, dores de cabeça persistentes e intensas surgem dias antes
do evento mais grave e acabam sendo negligenciadas. “Quem já viveu essa experiência hoje alerta outras pessoas.
Dor de cabeça forte e insistente, que leva a procurar um pronto-socorro, precisa ser investigada com exames. Quanto mais cedo a pessoa percebe os sinais e procura ajuda, maiores são as chances de reduzir os danos do acidente vascular cerebral”, conclui.



