Conteúdo do impresso Edição 1552

SAÚDE

Enxaqueca e AVC: conheça as diferenças entre as doenças que causam dores fortes de cabeça

Neurologista da Santa Casa de Maceió alerta para sinais e tempo dos sintomas
13/02/2026 - 06:00
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Arquivo Pessoal
Neurologista Victor Macedo destaca importância de se buscar atendimento
Neurologista Victor Macedo destaca importância de se buscar atendimento

Confundir uma enxaqueca com aura com um acidente vascular cerebral (AVC) é mais comum do que se imagina. Os sintomas podem ser semelhantes e, em alguns casos, gerar dúvidas até mesmo em pessoas que já convivem com dores de cabeça frequentes. O alerta é do neurologista da Santa Casa de Maceió, Victor Macedo.

Segundo o especialista, a aura está presente em cerca de 25% dos casos de enxaqueca. Além da dor de cabeça característica, o quadro é acompanhado por sintomas neurológicos, como visão de pontinhos brilhantes, manchas escuras no campo visual, dormências e alterações sensitivas. “Por definição, a aura dura até uma hora. Esse tempo é um dos principais fatores para diferenciar a enxaqueca com aura de um AVC”, explica.

De forma geral, quando a pessoa já tem histórico de enxaqueca e apresenta sintomas semelhantes aos habituais, mas que ultrapassam uma hora de duração, é fundamental procurar atendimento médico. “Se os sintomas neurológicos duram mais de 60 minutos, vale sempre buscar uma avaliação para entender o que está acontecendo”, orienta o neurologista.

Apesar das diferenças clínicas, Victor Macedo destaca que exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, são essenciais para confirmar ou descartar o diagnóstico de AVC. “Esses exames são fundamentais nos casos de dúvida. Mas se a pessoa deixa de movimentar metade do corpo, deve procurar imediatamente a emergência. O mesmo vale para quem nunca teve dor de cabeça e passa a sentir a pior dor da vida, de início súbito, o que chamamos de cefaleia em trovoada”, reforça.

O neurologista da Santa Casa de Maceió também chama atenção para a importância da orientação familiar, especialmente entre pessoas que já tiveram casos de AVC na família. Muitas vezes, dores de cabeça persistentes e intensas surgem dias antes
do evento mais grave e acabam sendo negligenciadas. “Quem já viveu essa experiência hoje alerta outras pessoas.

Dor de cabeça forte e insistente, que leva a procurar um pronto-socorro, precisa ser investigada com exames. Quanto mais cedo a pessoa percebe os sinais e procura ajuda, maiores são as chances de reduzir os danos do acidente vascular cerebral”, conclui.


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